Israel mata ao menos 23 pessoas em novos ataques na Faixa de Gaza, diz mídia

Israel continua a bombardear Gaza pelo oitavo dia consecutivo, matando pelo menos 23 pessoas em ataques antes do amanhecer, incluindo sete crianças.
Segundo informações veiculadas nesta terça-feira (25) pelo canal de notícias Al Jazeera, mais de 270 crianças foram mortas na semana, desde que Israel retomou os ataques a Gaza, marcando "alguns dos dias mais mortais para as crianças desde o início da guerra".
Em 7 de outubro de 2023, um ataque coordenado pelo Hamas, a partir da Faixa de Gaza contra mais de 20 comunidades israelenses, resultou em cerca de 1,1 mil mortos, aproximadamente 5,5 mil feridos e 253 reféns, dos quais cerca de 100 foram posteriormente libertados em troca de prisioneiros.
O Ministério da Saúde de Gaza informa pelo menos 49.747 palestinos confirmados mortos e mais de 113 mil feridos na guerra de Israel em Gaza. O governo de Gaza atualizou seu número de mortos para mais de 61.700, noticiando que milhares de palestinos desaparecidos sob os escombros estão presumivelmente mortos.
Países como Rússia e Brasil pedem a Israel e ao Hamas que estabeleçam um cessar-fogo e defendam uma solução de dois Estados, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1947 como a única via possível para alcançar paz duradoura na região.
Retomada das operações na Faixa de Gaza
No início desta semana, as Forças de Defesa de Israel (FDI) retomaram os ataques contra a Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as ofensivas ocorreram após o Hamas rejeitar o plano norte-americano para estender o cessar-fogo e liberar reféns. Por sua vez, Izzat al-Rishq, membro do alto escalão do Hamas, declarou que a decisão de Netanyahu de voltar à guerra coloca o grupo israelense em risco.
O cessar-fogo entre Israel e o Hamas terminou oficialmente em 1º de março, mas os combates não haviam sido retomados devido a negociações conduzidas por mediadores. No entanto, Israel interrompeu o fornecimento de eletricidade para a estação de dessalinização de Gaza e bloqueou a entrada de caminhões com ajuda humanitária na região.