CONFLITO UCRANIANO

Inimigos capturados na região russa de Kursk devem ser tratados como terroristas, afirma Putin

Publicado em 12/03/2025 às 16:24
© Sputnik / Ramil Sitdikov

Vladimir Putin realizou, nesta quarta-feira (12), uma reunião em um dos pontos de comando do grupo de forças de Kursk, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

O local, visitado por Putin, sofreu um ataque das forças ucranianas. Ele também recebeu um relatório de Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas.

"Nossa tarefa é derrotar o inimigo entrincheirado na região de Kursk no menor tempo possível", avaliou Putin. Ele quer "considerar com atenção" a criação de uma zona de segurança ao longo da fronteira entre Rússia e Ucrânia.Vladimir PutinPresidente da Rússia

Ele lembrou que os mercenários estrangeiros não estão protegidos pela convenção sobre o tratamento de prisioneiros de guerra.

No entanto, adiantou que todos os prisioneiros de guerra, embora precisem ser considerados terroristas, devem receber um tratamento humano.

Situação

Kiev queria criar uma cabeça de ponte na região de Kursk e transformar a situação em uma moeda de troca, enfatizou o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, em seu relatório ao presidente russo, Vladimir Putin.

As perdas das Forças Armadas ucranianas na área da fronteira de Kursk ultrapassaram 67 mil, de acordo com o chefe do Estado-Maior russo.

As tropas russas libertaram mais de 1,1 mil quilômetros quadrados de território nessa área, acrescentou.

Segundo informações repassadas por Valery, as Forças Armadas russas cruzaram a fronteira e entraram na região de Sumy. Na região, a tarefa de derrotar as Forças Armadas ucranianas na região de Kursk e chegar à fronteira de Sumy "será concluída o mais rápido possível", garantiu o militar ao presidente russo.

No dia 6 de agosto de 2024, as tropas ucranianas lançaram um ataque à região de Kursk, na Rússia. A ação marcou a agressão mais significativa da Ucrânia contra a Rússia desde fevereiro de 2022.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Defesa, o Exército ucraniano perdeu mais de 66.550 militares e 391 tanques durante os combates nesta zona.


Por Sputinik Brasil