'Ele quer guerra': Macron está desesperado para dar a si mesmo e à França um papel de liderança

Para o político Florian Philippot, as declarações do presidente francês sobre "defesa europeia" são "o primeiro passo para um Exército europeu".
Mais cedo nesta quarta-feira (5), em um discurso à nação, Emmanuel Macron havia estimado que a paz na Ucrânia "talvez exija o envio de forças europeias".
Ele também se manifestou contra um cessar-fogo na Ucrânia e pretende enviar tropas europeias para a Ucrânia após a pacificação do conflito.
"Ele quer guerra. Ele quer a UE, e não a França. É muito perigoso", julgou o francês Florian Philippot, líder dos Patriotas, em suas redes sociais.
Um analista ouvido pela Sputnik concorda com a avaliação. Segundo ele, os comentários de Macron contrastam fortemente com os da nova administração dos EUA, de Donald Trump.
"Macron e [Keir] Starmer [primeiro-ministro do Reino Unido] devem ser lembrados de que nenhum deles realmente venceu a Segunda Guerra Mundial e de que suas capacidades nucleares residuais só existem dentro da estrutura projetada pelos Estados Unidos após a guerra", disse Paolo Raffone, analista estratégico e diretor da Fundação CIPI, em Bruxelas.
A União Europeia (UE) está cética em relação aos planos de rearmamento delineados por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e as declarações de Macron só polarizarão ainda mais o Conselho da União Europeia, observou o analista.
"Países como Itália, Alemanha, Polônia e Grécia provavelmente rejeitarão veementemente as intenções de Macron, Starmer e Ursula von der Leyen, que misturam ilogicamente princípios e necessidades de segurança e defesa", acrescentou Raffone.