TENTATIVA DE GOLPE

Mídia: defesa de ex-assessor de Bolsonaro vai dizer em julgamento não ser crime monitorar Moraes

Publicado em 05/03/2025 às 19:56
© Valter Campanato/Agência Brasil

Prazo para a apresentação da defesa dos denunciados por tentativa de golpe de Estado expira na quinta-feira (6). PGR nega pedido de advogados de Jair Bolsonaro para ampliar o prazo para 83 dias.

A defesa de Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, listado entre os 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado, acusado de monitorar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai alegar em julgamento que não houve nada de ilegal na ação.

Segundo noticiou o portal UOL, os advogados de Câmara pretendem defender que a denúncia seja retirada por falta de provas, afirmando que o documento apresentado pela PGR não detalha as condutas de Câmara que justifiquem sua inclusão no processo.

Os advogados dos listados na denúncia devem apresentar a defesa até quinta-feira (6), quando expira o prazo de 15 dias concedido pela PGR.

Nesta quarta-feira (5), a PGR negou um pedido apresentado por advogados de Bolsonaro na semana passada que pedia para ampliar para 83 dias o prazo para apresentar a defesa. O pedido afirmava que o prazo a mais solicitado seria para compensar o mesmo período em que o processo ficou na PGR para elaboração da denúncia.

Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou não haver previsão legal para ampliar o prazo concedido.

"Inexiste previsão legal para prorrogação de prazo que vise a apresentação de resposta preliminar (artigos 4º da Lei n. 8.038/1990 e 233 do RISTF). O pretendido prazo idêntico ao período em que os autos permaneceram sob análise do parquet igualmente não encontra respaldo legal", afirmou Gonet.


Por Sputinik Brasil