Milei abre 1ª sessão do Congresso argentino dizendo que pode sair do Mercosul

Durante seu discurso de apresentação do 143º ano de sessões ordinárias do Congresso argentino, o presidente Javier Milei criticou o bloco de comércio livre sul-americano e disse que vai buscar um acordo com os Estados Unidos.
Diante de uma Câmara de Deputados com baixo quórum, Milei afirmou que seu governo está disposto a flexibilizar sua participação no Mercosul, ou até mesmo abandoná-lo, para avançar em um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
Pelas condições do bloco, qualquer acordo comercial dos países-membros exige consenso de todo o Mercosul. Nos últimos meses, o governo libertário de Milei já havia se manifestado em prol de maior flexibilidade nas regras.
Em suas falas diante do Congresso, o presidente argentino foi ainda mais longe e questionou os benefícios de fazer parte do Mercosul. Segundo Milei, há vantagens apenas para “industriais brasileiros em detrimento da economia argentina”.
Em seu discurso, Milei também afirmou que solicitará ao Congresso uma autorização para que a Argentina obtenha um novo empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Argentina é o país com maior dívida perante o FMI, devendo aproximadamente US$ 40,9 bilhões. Durante sua história, o país sul-americano recorreu frequentemente ao FMI para arcar com seus problemas financeiros.
Em 2006, sob a gestão de Néstor Kirchner, o país era capaz de pagar todos os seus subsídios. Em 2016, no entanto, o então presidente Mauricio Macri tomou um novo empréstimo frente ao órgão internacional, cuja dívida persiste até hoje.