GUERRA

Estado-Maior russo chama ano de 2024 de divisor de águas na realização dos objetivos na Ucrânia

Por Sputinik Brasil Publicado em 20/02/2025 às 07:19
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O ano passado acabou sendo um ponto de virada na realização das tarefas da operação militar especial na Ucrânia, disse o coronel-general Sergei Rudskoi, chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, em uma entrevista ao jornal Krasnaya Zvezda.

Segundo Rudskoi, a Ucrânia já perdeu significativamente as capacidades de produzir equipamento e munições.

Além disso, ele ressaltou que a mobilização na Ucrânia está sendo realizada à força e não consegue recuperar as altas perdas na linha de frente, sem falar sobre a formação de reservas estratégicas.

"O ano passado foi um divisor de águas na realização dos objetivos da operação militar especial. O regime de Kiev não será mais capaz de alterar significativamente a situação no campo de batalha."

De acordo com o coronel-general Rudskoi, em 2024, o número de mortos e feridos nas Forças Armadas da Ucrânia totalizou 590.000 militares, e desde o início do conflito armado esse número ultrapassou um milhão.

No ano passado, as tropas russas libertaram cerca de 4,5 mil quilômetros quadrados de território, e em dois meses deste ano – mais de 600 quilômetros quadrados a mais, destacou.

Ele especificou que na República Popular de Donetsk (RPD) e nas regiões de Zaporozhie e de Kherson, o Exército russo libertou cerca de 75% dos territórios, enquanto menos de um por cento da República Popular de Lugansk (RPL) ainda precisa ser liberada.

"O território da região de Kursk sob controle da Forças Armadas da Ucrânia foi reduzido mais da metade. Mais de 800 quilômetros quadrados foram libertos, o que representa cerca de 64% do território originalmente ocupado pelo inimigo [1.268 quilômetros quadrados]."

A Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 em resposta aos apelos de proteção das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) contra os bombardeios e ataques das tropas ucranianas.

O presidente russo Vladimir Putin disse que seu objetivo é "proteger as pessoas que foram submetidas a abuso e genocídio pelo regime de Kiev por oito anos".

De acordo com ele, a Rússia vem tentando há 30 anos chegar a um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre os princípios de segurança na Europa, mas, em resposta, tem enfrentado mentiras cínicas ou tentativas de pressão e chantagem, enquanto, nesse meio tempo, apesar dos protestos de Moscou, a aliança tem se expandido constantemente e se aproximado das fronteiras da Rússia.