SANÇÕES ECONÔMICAS

Inveja da relação de Moscou com EUA: UE prepara pacotes de ações contra a Rússia temendo 'traidores'

Publicado em 19/02/2025 às 21:15
© Sputnik / Aleksei Vitvitsky

A União Europeia está pronta para desenvolver sua própria política de sanções contra a Rússia, independentemente dos Estados Unidos, mas teme "traidores" em suas fileiras. É o que informou o meio de comunicação Euractiv nesta quarta-feira (19), citando fontes em Bruxelas.

No início do dia, representantes permanentes da UE concordaram com o 16º pacote de sanções contra a Rússia em meio a sinais conflitantes dos EUA. A medida "pode ​​evoluir independentemente" de Washington nos próximos meses, já que ainda não está claro qual curso será tomado pelo presidente Donald Trump, após seus primeiros passos para melhorar as relações com a Rússia, disse uma fonte europeia ao veículo.

"Não detectei nenhuma redução no comprometimento com a implementação do nosso pacote de sanções. E, portanto, não vejo probabilidade de que, se os EUA seguissem uma direção diferente, nós seguiríamos", disse a fonte.

Um diplomata da UE sugeriu que pode haver alguns "problemas" com a prorrogação das sanções do bloco que exigem extensão a cada semestre. Isso caso os EUA façam pressão contra UE para suspender as restrições contra Moscou.

"Se esse cenário acontecesse e Trump pedisse à UE para aliviar as sanções, tenho certeza de que haveria pelo menos um chefe de Estado disposto a fazer isso", disse o diplomata, segundo a citação.

Cooperação econômica entre Rússia e EUA

Mais cedo, o professor de ciência política da Universidade de Rhode Island, Nicolai Petro, disse à Sputnik que uma cooperação econômica entre os Estados Unidos e a Rússia é difícil de imaginar enquanto as sanções estiverem em vigor. "E mesmo que os Estados Unidos suspendam algumas sanções, a UE fará o mesmo?", questionou.

Delegações lideradas pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, realizaram conversas históricas em Riad, capital saudita, na última terça-feira (18), para discutir o futuro das relações bilaterais e a questão da Ucrânia, entre outros temas.

O governo norte-americano afirmou que as partes concordaram em estabelecer as bases para uma futura cooperação em questões de interesse geopolítico mútuo, além de oportunidades econômicas e de investimento que surgirão após o fim do conflito na Ucrânia.


Por Sputinik Brasil