NEGOCIAÇÕES

Macron fala com Trump antes de reunião de emergência sobre a guerra na Ucrânia

Publicado em 17/02/2025 às 14:37
O presidente da francês, Emmanuel Macron Reprodução

O presidente da francês, Emmanuel Macron teve uma conversa por telefone com o americano Donald Trump nesta segunda-feira, 17, quando estava prestes a receber líderes europeus no Palácio do Eliseu. A reunião de emergência ocorre no momento em que a Europa e a Ucrânia temem ser excluídas das negociações entre Estados Unidos e Rússia para encerrar a guerra.

Até o momento, nem o Palácio do Eliseu nem a Casa Branca divulgaram informações sobre o que foi discutido no telefonema entre Emmanuel Macron e Donald Trump.

Ainda nesta segunda-feira, Macron recebe em Paris os líderes de Alemanha, Reino Unido, Itália, Polônia, Espanha, Países Baixos, Dinamarca e União Europeia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também participa do encontro convocado de última hora para discutir o dilema de segurança europeu.

Sob Donald Trump, os Estados Unidos deram uma guinada na sua posição para Ucrânia e buscam negociar com a Rússia o fim da guerra, alarmando os europeus.

Depois de conversar, na semana passada, com Vladimir Putin para discutir o início das negociações, Trump disse no domingo (16) que poderia se encontrar com o presidente da Rússia muito em breve.

O Kremlin, por sua vez, anunciou que uma reunião entre autoridades russas e americanas está marcada para terça-feira, 18, na Arábia Saudita. O encontro, confirmado pelos EUA, busca restaurar as relações Moscou-Washington e tratar das possíveis negociações para encerrar a guerra, de acordo com o governo russo.

Do outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, insistiu que o país não reconhecerá nenhum acordo feito sem sua presença e criticou que Kiev não tenha sido informada sobre as negociações. Ele viajará para a Arábia Saudita na quarta-feira, 19.

Enquanto Trump sinalizava a disposição de negociar com a Rússia, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Defesa Pete Hegseth questionaram os compromissos de segurança da Europa e seus princípios democráticos em discursos na semana passada.

Além disso, o enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia e a Rússia praticamente descartou a inclusão dos europeus em qualquer negociação de paz. (Com agências internacionais).