CHINA

Pequim: protecionismo econômico dos EUA 'não leva a lugar nenhum' e 'não tem vencedores'

Por Sputinik Brasil Publicado em 11/02/2025 às 01:12
© AP Photo / Mike Stewart

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta segunda-feira (10) que o protecionismo econômico que os Estados Unidos estão implementando por meio de tarifas "não leva a lugar nenhum" e reiterou que "guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores".

A declaração do gigante asiático ocorre após o presidente Donald Trump anunciar que imporá tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio mais cedo.

De acordo com o jornal estatal chinês Global Times, "a oposição da China às tarifas unilaterais e protecionistas impostas pelos EUA tem sido clara e consistente".

Dados citados pela matéria indicam que as tarifas anunciadas pelo republicano afetariam principalmente países como Canadá, Brasil, México e Coreia do Sul.

Para a China, o impacto seria limitado, dada a pequena quantidade de exportações de aço para os Estados Unidos, segundo Wang Guoqing, diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa de Informações sobre Aço de Pequim.

Além disso, o especialista destacou que a China introduziu uma série de medidas para impulsionar sua demanda interna, incluindo um programa de comércio em grande escala, ao mesmo tempo em que diversifica os canais de exportação para novos mercados.

"A China exportou 890 mil toneladas de aço diretamente para os Estados Unidos em 2024, o que representa 0,8% das exportações totais da China. Portanto, as tarifas adicionais dos EUA teriam um impacto limitado nessas exportações", ponderou Wang em entrevista ao jornal.

Para o pesquisador da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio chinês, Bai Ming as tarifas impostas por Washington não prejudicam outras nações nem beneficiam os EUA.

Bai Ming afirmou que as tarifas dos Estados Unidos "não pararam nem pararão" as fortes exportações da China para outros países. Segundo ele, a natureza de perda-perda nas guerras tarifárias de Trump será ainda mais evidente neste segundo mandato que intensificou conflitos com mais países e envolveu mais produtos.