Chuva histórica em SP provocou mortes e prefeito alega impossibilidade de conter danos (FOTOS)
A forte chuva que atingiu São Paulo na última sexta-feira (24) provocou a morte de um idoso na Vila Madalena, na Zona Oeste, além de uma série de transtornos, como a paralisação de três estações da Linha 1-Azul do Metrô.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de 125,4 mm registrado foi o terceiro maior da história da cidade desde 1961. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentou que, com tal intensidade de chuva, "não havia o que fazer" para evitar os danos, especialmente na estação Jardim São Paulo, uma das mais atingidas.
"Num volume de água igual aquele, não adianta, você vai ter problema. É humanamente impossível conter, com a quantidade de água e aquele volume, no mesmo local em um espaço curto de tempo. Ali é um vale", afirmou Nunes.
O prefeito ressaltou que a situação reflete um padrão das mudanças climáticas, caracterizado por chuvas intensas em curtos períodos, e defendeu a transparência ao tratar dos problemas. "Podia fazer o que fosse, não teria condições de evitar os danos", completou.
Além da paralisação, vídeos mostram os trilhos submersos em água barrenta, catracas cobertas de lama e refeitórios danificados. Para reverter a situação, cerca de 200 trabalhadores atuaram na drenagem, limpeza e reparos. De acordo com o Metrô, a estrutura de um muro de acesso, que não suportou a força da água, foi reforçada.
O prefeito destacou que, apesar dos desafios, a resposta da cidade foi rápida. "A resiliência da cidade demonstrou uma cidade sendo devolvida rapidamente com toda essa quantidade de chuva, mostrando que os investimentos em drenagem, canalização de córregos e contenção de encostas têm surtido efeito", disse.
Nunes também alegou que há obras em andamento, como os oito piscinões em construção e a licitação de um novo no Rio Verde, em Itaquera, como parte das ações para lidar com os impactos das mudanças climáticas.
Por Sputinik Brasil