TENTATIVA DE GOLPE

Michelle e Eduardo Bolsonaro desejavam golpe de Estado, diz delação de Mauro Cid

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) integravam um grupo que advogava pelo golpe de Estado em 2022, diz a mídia brasileira.

Publicado em 26/01/2025 às 17:21
© AP Photo / Bruna Prado

Novos trechos da delação premiada do ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, revelaram que o ex-líder brasileiro era aconselhado por três grupos distintos se devia ou não aplicar um golpe de Estado.

Segundo Cid, a ala mais radical era composta pelos senadores Magno Malta e Jorge Seif, os ministros Onix Lorenzoni e Gilson Machado, o general Mario Fernandes, e os familiares do presidente Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Ambos, inclusive, estiveram juntos em Washington para acompanhar a cerimônia de posse de Donald Trump. Sem conseguir entrar no evento do Capitólio, os dois assistiram a transmissão ao vivo a partir da think tank conservadora Heritage Foundation.

Além da ala radical, havia também um visto como moderado e outro que preferia a debandada dos manifestantes.

Do "moderado" faziam parte militares da ativa como o ministro da Defesa general Paulo Sérgio.; o comandante do Exército, general Freire Gomes; o chefe do Departamento de Engenharia e Construção, general Arruda; o chefe do Comando de Operações Terrestres, general Teófilo.

O outro bloco apoiava que Bolsonaro se tornasse líder da oposição e era composto pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco; o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Batista Junior; e seu filho e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em resposta, a defesa do ex-presidente manifestou "indignação diante de novos 'vazamentos seletivos', assim como seu inconformismo diante do fato de que, enquanto lhe é sonegado acesso legal à integralidade da referida colaboração, seu conteúdo, por outro lado, veio e continua sendo repetidamente publicizado em veículos de comunicação, tornando o sigilo uma imposição apenas às defesas dos investigados".


Por Sputinik Brasil