PANORAMA INTERNACIONAL

Guerras pelas hidrovias, a luta histórica pelos estreitos e canais estratégicos do Mundo

A ameaça de Donald Trump de tomar o canal do Panamá e a interrupção pelos houthis do transporte comercial através do canal de Suez, lembrou ao mundo a importância das vias estratégicas para o comércio global.

Publicado em 02/01/2025 às 05:55
© AP Photo

Canal de Suez

Construído na década de 1860 durante as campanhas imperiais europeias de conquista de grandes áreas da África e da Ásia, o canal de Suez desempenharia um papel fundamental nos conflitos globais do século seguinte:

Avançando para hoje, o Suez se tornou uma vítima do conflito entre Israel e os houthis, com o Egito perdendo bilhões em receitas de trânsito somente em 2024.

Canal do Panamá

Trinta e cinco anos depois, o presidente eleito Trump ameaçou tomar o canal, gerando condenação tanto entre os líderes panamenhos quanto entre as autoridades em Washington, preocupadas por ele falar novamente do tema em voz alta.

Estreito de Ormuz

Situado na foz do golfo Pérsico e responsável pelo embarque de um quarto do petróleo mundial, o estreito de Ormuz provou ser o principal ponto de estrangulamento marítimo da era industrial — algo sem dúvida previsto pela Grã-Bretanha quando subjugou os Estados árabes adjacentes ao estreito em 1820.

Hoje, o Irã diz que sua estratégia militar inclui fechar o estreito no caso de uma grande agressão dos EUA ou de Israel para forçar os planejadores em Washington e Tel Aviv a pensar duas vezes antes de começar uma guerra que poderia desencadear uma depressão global.

Estreitos turcos

Da era imperial e da Guerra Fria e até o presente, os estreitos turcos do Bósforo e de Dardanelos têm sido pontos fundamentais na competição pelo acesso aos mares Negro e Mediterrâneo.

Hoje, os estreitos turcos continuam sendo um nó-chave para o comércio global — especialmente para as remessas de grãos da Rússia e da Ucrânia. Os estreitos foram fechados para navios de guerra após o início da guerra por procuração Rússia-OTAN na Ucrânia em 2022.

Estreito de Malaca

Avançando para o presente, as ameaças dos EUA de fechar o estreito estratégico para a China e suas fontes de petróleo no Oriente Médio levaram Pequim a procurar rotas alternativas, como Mianmar.


Por Sputinik Brasil