Israel declara não ter intenção de atacar Iêmen, mas promete retaliação contra os houthis
Israel não tem conflito com o Iêmen nem intenção de atacá-lo, mas retaliará contra ataques lançados a partir de áreas controladas pelos houthis, disse o representante de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, nesta segunda-feira (30).

"Não temos conflito com o Iémen. Portanto, não temos intenção de atacar o Iémen, mas iremos retaliar", disse Danon a jornalistas.
O conflito direto entre Israel e os houthis se intensificou neste mês. Após uma série de ataques com foguetes e drones lançados de áreas controladas pelos houthis no Iémen, Israel realizou ataques na capital iemenita, Sanaa, e na província de Hudaydah em 19 de dezembro, que resultaram em vítimas civis.
Chefe da OMS diz que ataque perto de seu avião em Sanaa foi realizado por Israel
Na última quinta-feira (26), em resposta a novos ataques dos houthis, Israel lançou um ataque no Aeroporto Internacional de Sanaa, capital do Iêmen.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, estava no aeroporto na hora. Ele não se feriu, mas um membro da equipe da delegação da ONU ficou ferido.
Mais cedo ele confirmou que Israel foi o autor do ataque que danificou um prédio a localizado poucos metros do avião em que ele estava com uma delegação da ONU.
O embate entre os houthis e Israel começou em outubro de 2023, quando eclodiu o conflito entre o Exército israelense e o movimento palestino Hamas, na Faixa de Gaza, e os iemenitas decidiram revidar em solidariedade aos palestinos.
Situação em Gaza
Em 7 de outubro de 2023, militantes do grupo palestino Hamas invadiram o território de Israel a partir da Faixa de Gaza e abriram fogo contra militares e civis, fazendo também mais de 200 reféns. Segundo as autoridades, cerca de 1,2 mil pessoas morreram do lado israelense.
Em resposta, as FDI lançaram ataques a alvos civis e anunciaram um bloqueio total da Faixa de Gaza, impedindo o fornecimento de água, eletricidade, combustível, alimentos e medicamentos. Mais de 45 mil pessoas já morreram do lado palestino até o momento.
Por Sputinik Brasil