SAF do Botafogo é anunciada à venda em jornal britânico
Grupo Eagle Football, de John Textor, coloca ativos à disposição do mercado em meio a grave crise financeira
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo foi oficialmente colocada à venda em meio à grave crise financeira enfrentada pelo clube carioca. A informação, inicialmente divulgada pelo jornalista Lauro Jardim e confirmada pelo Estadão, ganhou repercussão após a publicação de um anúncio no tradicional jornal britânico Financial Times.
A iniciativa partiu da Cork Gully, consultoria britânica responsável pela administração judicial da Eagle Football Holdings, holding ligada ao empresário John Textor. No comunicado, a empresa informa que está vendendo seus principais ativos, incluindo participações majoritárias em três clubes: o Botafogo, o Lyon (França) e o RWDM Brussels (Bélgica).
O anúncio segue o formato de classificados e convida interessados a enviar propostas diretamente aos administradores responsáveis. Na prática, isso demonstra que o grupo está disposto a negociar o controle dessas equipes e a abrir espaço para novos investidores.
O que está à venda?
A Eagle Football Holdings atua como uma holding, ou seja, uma empresa que detém participações em outros negócios. Com o início do processo de administração judicial — equivalente a uma recuperação financeira —, seus ativos foram disponibilizados ao mercado.
Entre eles está a SAF do Botafogo, parte da estrutura comandada por John Textor. Caso a venda seja concretizada, o clube carioca poderá passar por uma mudança de controle, dependendo do interesse de investidores.
A movimentação ocorre em um momento delicado para o Botafogo, que enfrenta uma dívida estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões, além de um passivo circulante elevado e preocupações sobre a continuidade operacional.
Nos bastidores, há insatisfação crescente com a gestão de John Textor e discussões sobre os rumos da SAF. O clube social já avalia alternativas e mantém conversas com possíveis parceiros, enquanto busca equilibrar as finanças e evitar sanções, como a penhora de bens por atrasos em compromissos.