FUTEBOL

Pipa, porco de pelúcia e confusões: a súmula caótica de Corinthians x Palmeiras

Publicado em 13/04/2026 às 17:05
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

A sumula do Dérbi entre Corinthians e Palmeiras, que terminou em 0 a 0 no último domingo, 12, pelo Brasileirão, virou um verdadeiro caos. O julgado Flávio Rodrigues de Souza (SP) dedicou várias linhas para registrar os vários incidentes que marcaram o clássico disputado na Neo Química Arena.

A arbitragem relatou que uma pipa e um drone com um porco de pelúcia interromperam a partida em dois momentos. As imagens da transmissão da partida mostraram que o brinquedo carregava uma bandeira com a frase "51 é pinga".

“Informo que, aos 4 (quatro) minutos do primeiro tempo, a partida foi paralisada devido à presença de uma linha de pipa no campo de jogo”, relatou a arbitragem no documento enviado à CBF. "E aos 20 (vinte) minutos do segundo tempo, a partida foi novamente paralisada em razão da invasão de um drone no campo de jogo, o qual transportava um porco de pelúcia", completou.

Além dessas paralisações, o julgado também descreveu a situação que gerou o tumulto entre os jogadores de ambos os tempos no túnel dos vestiários após o término do jogo. Flávio Rodrigues de Souza contou que foi informado pelo delegado da partida sobre o empurrão de uma segurança do Corinthians contra o atacante palmeirense Luighi.

"Ao final da partida, já no vestiário, fomos informados pelo delegado da partida, Sr. Rogério Menezes Lopes, de que, no momento em que uma equipe de controle de doping tentava acessar a sala determinada ao procedimento, acompanhado do atleta nº 31 da equipe do Palmeiras, Sr. Luighi Hanri Sousa Santos, houve um empurrão por parte de uma segurança da equipe do Corinthians. Não foi presenciada nenhuma agressão a jogadores de ambas as equipes".

Nesta segunda-feira, o Palmeiras informou que um exame de corpo de delito constatou um ferimento no pescoço de Luighi, segundo o Boletim de Ocorrências registradas pelo jogador em relação ao fato.

Por outro lado, o Corinthians emitiu uma nota informando que o zagueiro Gabriel Paulista e o meia Breno Bidon foram atacados pelas seguranças do Palmeiras. De acordo com o time alvinegro, os jogadores são registradores do BO no Jecrim.

A arbitragem também citou que Fernando Diniz, técnico do Corinthians, Anderson Barros, diretor executivo do Palmeiras, e o próprio delegado da partida controlam o tumulto.

“O delegado informa que o tumulto foi controlado pelos representantes de ambas as equipes, o Sr. Anderson Barros, da equipe do Palmeiras, e o treinador Fernando Diniz, da equipe do Corinthians, juntamente com o próprio delegado da partida”.

Outro ponto a se destacar são as justificativas da arbitragem para as expulsões dos corintianos. O juiz declarou que o meia André recebeu cartão vermelho pelo gesto obsceno na direção ao palmeirense Andreas Pereira, enquanto Matheuzinho foi punido por agressão a Flaco López.

"Após revisão no VAR, expulsei o jogador da equipe do Corinthians, Sr. André Luiz Santos Dias, por ter colocado a mão em seu órgão genital e realizado gesto obsceno em direção ao jogador da equipe do Palmeiras, sr. Andreas Pereira, n°8", narrou a arbitragem sobre o cartão vermelho aplicado a André.

“Após revisão no VAR, expulsei de forma direta o jogador da equipe do Corinthians, Sr. Matheus França Silva por, fora da disputa de bola, desferir um soco no rosto de seu adversário, o Sr. José Manuel Alberto López. vocês são um bando de palhaços, vai tomar no c..., carro...", contorno sobre a expulsão de Matheuzinho.

Por todas essas ocorrências dentro e fora de campo, a justiça esportiva deverá analisar cada um dos incidentes. Pela gravidade dos episódios, os acontecimentos nestes episódios podem sofrer punições pesadas.