Justiça suspende votação do estatuto do Corinthians após conflito interno
Assembleia marcada para sábado é barrada por liminar após embate entre presidente e chefe do Conselho Deliberativo
A votação da reforma do estatuto do Corinthians, prevista para o próximo sábado, 18, foi suspensa por decisão judicial nesta segunda-feira, 13. O pedido de suspensão foi protocolado pelo conselheiro Felipe Ezabella e atendido pelo juiz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, em caráter liminar. Segundo a decisão, a assembleia apresentou “vícios formais relevantes” .
O processo de reformulação do estatuto foi debatido em 11 audiências públicas, com a participação de torcedores, conselheiros e sócios. No entanto, no dia 9 de março, uma reunião extraordinária de conselheiros para votar os temas da reforma terminou em confronto entre o presidente do clube, Osmar Stábile, e Romeu Tuma Júnior, chefe do Conselho Deliberativo.
Durante a sessão, Stábile afirmou ter sido ameaçado por Tuma, a quem acusou de “interferência prejudicial” na gestão do clube. “Ele colocou assim: Ou você faz o que eu quero ou eu vou te f****”, declarou Stábile, em meio ao tumulto que marcou o encontro há cerca de um mês.
Duas semanas após o episódio, Stábile convocou uma votação para retirar Tuma do cargo. O afastamento provisório foi aprovado por 135 votos a 15, com sete abstenções. Apesar disso, Tuma alegou que a votação não alterou o rito previsto no Estatuto Social e afirmou que só deixaria a carga mediante ordem judicial.
A convocação da assembleia para a votação da reforma foi assinada por Tuma em 11 de março, antes da votação sobre seu afastamento. Mesmo após o resultado, ele continuou participando dos preparativos para a votação. Entre os principais pontos da reforma estão a inclusão do voto do Fiel Torcedor nas eleições presidenciais, a possibilidade de criação de uma SAF, o veto a reeleições e a responsabilização em caso de gestão irregular ou temerária.