Verstappen cogita aposentadoria ao fim de 2026, diz jornal holandês
Desempenho irregular, insatisfação com regulamento e frustrações técnicas levam tetracampeão a repensar futuro na categoria
Após um início de temporada abaixo do esperado, com um sexto lugar, um abandono e a oitava colocação no Japão, o tetracampeão Max Verstappen está considerando seriamente deixar a Fórmula 1 ao final de 2026. Segundo o jornal holandês De Telegraaf , de Amsterdã, o piloto de 28 anos está, pela primeira vez na carreira, questionando abertamente seu futuro na categoria.
Verstappen estreou na Fórmula 1 aos 17 anos e, agora, terminou fora do top 5 em três corridas consecutivas pela primeira vez desde 2017, quando abandonou as provas no Canadá, Azerbaijão e Áustria. O piloto já previu que a Red Bull não seria a equipe dominante neste início de temporada, mas destaca que o maior desafio é a dificuldade da escuderia em identificar a origem dos problemas. Mesmo com várias atualizações no RB22 durante o GP do Japão, Verstappen afirmou que o carro estava imprevisível e inconsistente .
A próxima etapa da Fórmula 1 será apenas no início de maio, nos Estados Unidos, o que dará à Red Bull tempo para investigar as principais falhas do carro. Enquanto isso, Verstappen deve aproveitar as próximas semanas para refletir sobre sua carreira.
Segundo o piloto, sua maior frustração não é a Red Bull estar atrás das rivais, mas sim o atual regulamento da Fórmula 1. A possibilidade de aposentadoria, mesmo tendo contrato até 2028, é cogitada pelo holandês. "Como me motivar neste momento? Essa é uma pergunta válida. Todas as manhãs, quando acordo, me convenço a tentar novamente", declarou.
Verstappen não é o único a criticar as regras atuais, que determinam que metade da potência dos motores venham de componentes elétricos. Para alguns pilotos, as ultrapassagens parecem artificiais, já que muitas vezes um carro supera outro apenas para ser ultrapassado novamente instantes depois.
“Principalmente aqui neste circuito, com duas retas próximas, era quase impossível ultrapassar. Se você conseguisse, a bateria descarregava de novo e você ficou fora da disputa”, explicou Verstappen, que não conseguiu superar Pierre Gasly, seu ex-companheiro de equipe e atualmente na Alpine. "Na classificação, você não pode ir com tudo. Para fazer uma volta rápida, precisa ser mais lento nas curvas. Não deveria ser assim."
O piloto também destacou a importância da segurança, citando o grave acidente de Oliver Bearman, da Haas, que se deparou com uma grande diferença de velocidade em relação a Franco Colapinto, da Alpine, no Circuito de Suzuka. “Talvez devemos usar o termo segurança com mais frequência. Quando se trata de segurança, as regras podem ser ajustadas rapidamente”, comentou Verstappen.
O holandês espera por grandes mudanças para 2027, quando irá avaliar se vale a pena continuar na Fórmula 1. Caso decida permanecer, a Red Bull tentará convencê-lo de que a equipe ainda é o melhor lugar para ele.