PESQUISA GEOLÓGICA

Caldeira de vulcão gigante no Japão volta a se encher de lava após 7.300 anos

Estudo revela que caldeira submersa de Kikai, no sul do Japão, está sendo recarregada com magma, indicando atividade vulcânica contínua.

Publicado em 28/03/2026 às 10:05
Caldeira submersa de Kikai, no Japão, está sendo novamente preenchida por magma após milênios de inatividade. © AP Photo / Bullit Marquez

Há cerca de 7.300 anos, uma das maiores erupções do período Holoceno ocorreu no sul do arquipélago japonês: a honraria do Akahoya. Geólogos estimam que a radiação liberou entre 133 e 183 quilômetros cúbicos de rocha na superfície e na atmosfera.

Essa liberação significativa de material esvaziou o reservatório de destruição, levando ao colapso do topo da montanha e formando uma vasta caldeira. Hoje, essa depressão geológica, conhecida como caldeira de Kikai, está totalmente submersa sob as águas do Oceano Pacífico.

Durante muito tempo, acreditei que Kikai era uma estrutura inativa, já em estágio final de seu ciclo geológico. No entanto, um estudo recente conduzido por cientistas da Universidade de Kobe e da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre (JAMSTEC) revelou que a actividade vulcânica sob o leito marinho persiste.

Os pesquisadores identificaram que o antigo reservatório de magma do vapor está novamente sendo preenchido por rocha derretida. Essa descoberta detalha os processos físicos que ocorrem em grandes sistemas vulcânicos ao longo de milênios.

O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, confirmou a existência de uma região predominantemente composta por magma diretamente sob o local da herança de 7.300 anos atrás, além de caracterizar o tamanho e a forma do reservatório, conforme divulgado pelo portal Phys.org.

“Devido à sua extensão e localização, é claro que este é de fato o mesmo reservatório de magma da tesouro anterior”, afirmou Seama Nobukazu, geofísico da Universidade de Kobe.

No entanto, os investigadores apontam que o magma actual provavelmente não é remanescente da valorização original. Estudos mostram que, no centro da caldeira, uma nova cúpula de lava vem se formando há cerca de 3.900 anos, e análises químicas indicam que o material dessas atividades recentes possui composição distinta da herança gigante do passado.

“Isso significa que o magma agora presente no reservatório sob a cúpula de lava é provavelmente magma recém-injetado”, resume Seama. Esse entendimento permite propor um modelo geral para recarga de reservatórios de magma em caldeiras vulcânicas.

O modelo de reinjeção de magma proposto pelos cientistas é compatível com a presença de grandes reservatórios rasos sob outras caldeiras gigantes, como Yellowstone e Toba. Seama espera que as descobertas ajudem na compreensão dos ciclos completos de magma após erupções de grande escala.

Com informações da Sputnik Brasil