Casares explica saques de R$ 11 milhões das contas do São Paulo como gastos operacionais
Presidente do São Paulo detalha uso de valores retirados dos cofres do clube e nega irregularidades em meio a processo de impeachment.
Em meio a uma crise política e financeira considerada sem precedentes, o presidente do São Paulo, Julio Casares, se pronunciou para se defender do processo de impeachment que enfrenta no clube. A votação do processo está marcada para a próxima sexta-feira (16).
Segundo documento obtido pela reportagem do GE, Casares justificou os saques de R$ 11 milhões das contas do São Paulo entre 2021 e 2025 como despesas cotidianas do clube. Entre os exemplos citados, estão serviços de arbitragem, que, de acordo com o dirigente, são pagos em dinheiro vivo.
Do total, R$ 8,23 milhões teriam sido destinados a "despesas operacionais dos jogos". Já cerca de R$ 5 milhões, conforme o levantamento, foram utilizados para o pagamento de premiações a jogadores, conhecidas como "bichos", uma tradição mantida no clube desde a gestão do ex-presidente Juvenal Juvêncio. A prática também é comum em outros clubes do futebol brasileiro.
O documento completo foi encaminhado ao Conselho Deliberativo e integra a defesa de Casares no processo de impeachment. O presidente argumenta que toda a utilização de recursos do São Paulo ocorreu dentro dos limites legais e está sujeita à auditoria. Ainda segundo a defesa, os R$ 11 milhões não têm qualquer relação com a vida financeira pessoal de Casares.