ARQUEOLOGIA

Arqueólogos revelam 'rosto humano' mais antigo do Oeste Europeu na Espanha (FOTOS)

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 14/03/2025 às 11:44
© Foto / Paisagem Nacional da Cornualha

Arqueólogos da Catalunha, na Espanha, revelaram ossos de uma espécie de homem antigo até agora desconhecida, sendo este o achado mais antigo da Europa Ocidental, com 1,4 milhão de anos, relata o jornal The Guardian.

O jornal destaca que o fóssil foi encontrado na caverna Sima del Elefante, perto do sítio da caverna Atapuerca.

Arqueólogos desenterrando os ossos faciais da caverna Sima del Elefante, perto de Atapuerca, em Burgos.
Arqueólogos desenterrando os ossos faciais da caverna Sima del Elefante, perto de Atapuerca, em Burgos.

Segundo os pesquisadores, os restos mortais são partes de um crânio: um osso da face esquerda e a mandíbula superior de um adulto.

"Este artigo indica a existência de um novo ator na história da evolução humana na Europa", ressalta a Dra. Rosa Hughet, da Universidade de Rovira i Virgili, no sul da Catalunha.

Até agora, se acreditava que os restos humanos mais antigos da Europa Ocidental eram fragmentos de mandíbulas e dentes com 1,1 - 1,2 milhão de anos, que também foram encontrados em Sima del Elefante.

As pesquisas mostram que, há mais de um milhão de anos, a Península Ibérica estava coberta por florestas e pastagens. O território era habitado por bisões, hipopótamos e veados.

Ferramentas de pedra e ossos de animais com traços de açougue encontrados perto dos restos mortais atestam a existência de tecnologias primitivas de processamento de alimentos.

Os restos fossilizados compreendem a bochecha esquerda e a mandíbula superior de um membro adulto de uma espécie humana extinta, na Espanha
Os restos fossilizados compreendem a bochecha esquerda e a mandíbula superior de um membro adulto de uma espécie humana extinta, na Espanha

Chris Stringer, pesquisador-chefe do Museu de História Natural de Londres, apontou que a espécie pode ter sido extinta devido à mudança climática há cerca de 1,1 milhão de anos nesta região.

A nova espécie ainda não foi designada oficialmente, mas cientistas espanhóis propuseram o nome Homo affinis erectus, que enfatiza seu parentesco com o Homo erectus.

"Sabemos agora que essa primeira espécie tinha uma aparência que lembrava os espécimes incluídos por muitos no Homo erectus [...]. Mais fósseis devem ser encontrados em outros locais contemporâneos para chegarmos a uma conclusão mais sólida sobre a identidade dessa espécie", finalizou José Maria Bermudez de Castro, codiretor do Projeto Atapuerca.