Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
Servidores da rede municipal de educação de Maceió protestaram nesta quarta-feira (13), em frente à prefeitura, cobrando da gestão do prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) respostas sobre demandas salariais represadas e explicações sobre os R$ 117 milhões aplicados no Banco Master durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB), por meio do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev).
Durante o ato, os manifestantes exibiram cartazes com críticas à administração municipal e ao ex-prefeito, com mensagens como “A Prefeitura de Maceió não valoriza a educação” e “JHC mentiroso Master”, em referência ao caso envolvendo os recursos previdenciários.
Lideranças sindicais criticaram o que classificam como promessas não cumpridas da gestão anterior e cobraram abertura de diálogo com a atual administração.
O presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, afirmou que os profissionais da educação acumulam perdas salariais e seguem sem respostas sobre reivindicações históricas da categoria.
“Prefeito Rodrigo Cunha, você precisa vir aqui conversar com os profissionais da educação. O JHC saiu, não cumpriu e deixou diversos problemas. Não cumpriu pagamento das progressões, o retroativo está pendente. Nós queremos saber cadê o dinheiro do Banco Master”, declarou.
Segundo o dirigente sindical, a defasagem salarial da categoria chega a 54% em relação ao piso nacional do magistério, colocando Maceió entre os piores cenários salariais da região.
“Hoje, o déficit do salário dos professores de Maceió chega a 54% em relação ao piso. O salário da carreira inicial chega a ser um dos piores do Nordeste e entre as capitais”, afirmou.
A manifestação também contou com a participação da diretora do Sinteal, Consuelo Correia, que criticou a falta de valorização dos servidores e a ausência de avanços na reformulação do plano de cargos e carreira.
“O que nos traz aqui é um sentimento de indignação com essa gestão de Maceió. O ex-prefeito abandonou o conjunto dos servidores públicos e saiu sem apresentar minimamente reajuste. Foi prometida a reformulação do plano de cargos e carreira, mas o que chegou não atende à categoria”, afirmou.
Além das pautas salariais, os manifestantes cobraram esclarecimentos sobre a operação envolvendo recursos previdenciários dos servidores municipais.
O caso envolve a aplicação de R$ 117 milhões do Iprev em letras financeiras do Banco Master, operação realizada durante a gestão JHC com recursos vinculados à previdência dos servidores municipais.