CAOS URBANO

Ruas viram rios de lama e expõe rastro de descaso em Palmeira dos Índios

Chuvas fortes escancaram falhas nas obras de saneamento; moradores apontam responsabilidade da Águas do Sertão, do ex-prefeito Júlio César e da atual gestão de Luíza Júlia Duarte

Por Redação Publicado em 28/03/2026 às 14:03

As fortes chuvas que atingem Palmeira dos Índios nas últimas horas transformaram ruas inteiras em verdadeiros rios de lama, revelando um cenário que moradores classificam como “previsível” diante do estado das obras de saneamento espalhadas pela cidade.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a força da água arrastando entulhos, barro e restos de materiais deixados após intervenções realizadas ao longo dos últimos meses.

Em vários bairros, o que se vê são vias completamente deterioradas, com crateras, trechos sem pavimentação e estruturas comprometidas — um cenário agravado com a chegada das chuvas.

A indignação popular cresce à medida que as imagens se espalham. Moradores denunciam que os problemas não são recentes e apontam que, há pelo menos um ano, convivem com transtornos provocados pelas obras de saneamento executadas sob responsabilidade da Conasa, empresa ligada à Águas do Sertão.

Segundo relatos, as intervenções foram iniciadas sem o devido planejamento de drenagem e sem a recomposição adequada das vias, deixando a cidade vulnerável ao primeiro grande volume de chuva. O resultado, agora visível, é o colapso de ruas inteiras, com lama invadindo casas e dificultando o tráfego de veículos e pedestres.

No centro das críticas está também o ex-prefeito Júlio César, responsável pela assinatura do contrato que viabilizou a concessão dos serviços de água e esgoto no município. Para parte da população, o acordo abriu caminho para uma execução considerada desorganizada e sem fiscalização eficaz.

A atual prefeita, Luíza Júlia Duarte, também é alvo de cobranças. Moradores afirmam que faltou firmeza da gestão municipal para exigir qualidade nas obras e para fiscalizar o cumprimento das obrigações contratuais por parte da concessionária.

Especialistas ouvidos por lideranças locais destacam que obras de saneamento, quando mal executadas, podem comprometer toda a estrutura urbana, especialmente em períodos chuvosos, agravando problemas de drenagem e acelerando processos de erosão.

Enquanto isso, a população segue lidando com os prejuízos. Em meio à lama, aos transtornos e ao sentimento de abandono, cresce a pressão para que haja responsabilização e, principalmente, soluções urgentes para evitar que o cenário se repita a cada nova chuva.