“Não é política, é crime”, diz James Ribeiro sobre áudio atribuído a Júlio César
Ex-prefeito comenta áudio vazado e acusa também ex-prefeito e atual secretário de Estado de incitar violência e invasão de propriedade; veja vídeo
Um vídeo publicado nas redes sociais pelo ex-prefeito James Ribeiro reacendeu o debate político e jurídico em Palmeira dos Índios. Na gravação, James faz críticas duras ao conteúdo de um áudio vazado atribuído ao também ex-prefeito Júlio César, no qual, segundo ele, há incitação direta à violência e orientação para a invasão de uma propriedade privada.
De acordo com James Ribeiro, o áudio divulgado pela imprensa registra uma conversa entre Júlio César e o cacique Celso, da Fazenda Canto, em que seriam discutidos detalhes sobre a localização de terras pertencentes ao advogado Adailson Bezerra. No diálogo, o ex-prefeito menciona que a área seria de um antigo proprietário, Antônio Nunes, e, segundo James, orienta de forma objetiva a entrada e ocupação do local.
“O conteúdo chega a ser repugnante. Não é política, é o planejamento de um crime”, afirmou James Ribeiro no vídeo. Para ele, o áudio demonstra a escolha de um alvo específico e a indicação clara de uma ação que configuraria invasão de propriedade, o que, em sua avaliação, “é caso de polícia”.
O ex-prefeito também alertou para os reflexos sociais e econômicos do episódio. Segundo James, enquanto famílias vivem com medo de perder suas casas e seu sustento, o comércio local teme as consequências de um cenário de insegurança jurídica que pode resultar em conflitos e violência. “Quem espalha esse tipo de instabilidade compromete a paz social da cidade”, disse.
Outro ponto enfatizado por James Ribeiro foi o que classificou como contradição de Júlio César. Além de ex-prefeito, ele ocupa atualmente um cargo de secretário de Estado, função que, segundo James, exige a promoção de Alagoas como um ambiente seguro para investimentos. “Na frente de agricultores, disse ser contra a demarcação; pelas costas, planejou invasão”, acusou.
Ao final do vídeo, James Ribeiro defendeu a apuração rigorosa do caso. “Que a Polícia Federal investigue. Estamos cansados de façantes”, concluiu, reforçando que o episódio ultrapassa o campo do discurso político e deve ser tratado pelas autoridades competentes.
O áudio citado segue repercutindo nas redes sociais e no meio político local, enquanto cresce a expectativa por esclarecimentos oficiais e eventuais providências legais sobre o conteúdo e suas implicações.