FINANÇAS PÚBLICAS

Municípios recebem R$ 6,4 bilhões do FPM nesta sexta; Alagoas fica com R$ 142 milhões e Palmeira dos Índios com R$ 2,5 milhões

Primeira parcela de abril apresenta crescimento de 13% em relação ao ano passado, sinalizando recuperação fiscal para as prefeituras

Por Redação Publicado em 08/04/2026 às 16:24
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As prefeituras de todo o país recebem um fôlego financeiro nesta sexta-feira, 10. A União realiza o repasse de R$ 6,4 bilhões referentes à primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de abril. Para o estado de Alagoas, a estimativa é de que o crédito chegue a R$ 142,43 milhões, conforme projeções divulgadas pelo portal Brasil 61.

O montante atual representa uma alta significativa de 13% em comparação ao mesmo período de 2024, quando o repasse nacional girou em torno de R$ 5,6 bilhões. Este crescimento é visto por especialistas da área fiscal como um sinal de recuperação após quedas registradas em meses anteriores, embora o cenário ainda exija cautela devido às oscilações na arrecadação do Imposto de Renda.

Distribuição em Alagoas

A capital, Maceió, detém a maior fatia do estado, com previsão de R$ 24,9 milhões. Já Arapiraca, o segundo maior colégio eleitoral de Alagoas, deve receber R$ 5,9 milhões.

O FPM é uma transferência constitucional composta por 22,5% da arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A partilha é definida com base no número de habitantes de cada cidade, utilizando os dados demográficos atualizados pelo IBGE.

Confira as previsões para municípios do interior:

| Município | Valor Estimado |

| Rio Largo | R$ 2,9 milhões |

| Palmeira dos Índios | R$ 2,5 milhões |

| União dos Palmares | R$ 2,2 milhões |

| Maragogi | R$ 1,5 milhão |

| Viçosa | R$ 1,3 milhão |

| Paripueira | R$ 985 mil |

Alerta no radar fiscal

Apesar do otimismo com a alta de 13%, gestores municipais mantêm a atenção voltada para Brasília. Como o Fundo é diretamente dependente da arrecadação de tributos federais, qualquer mudança na política tributária ou na performance do Imposto de Renda reflete imediatamente nos cofres das prefeituras, que dependem desses recursos para o pagamento de folha e manutenção de serviços básicos.