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Literatura X Era digital

Por Daisy Gouveia Publicado em 20/05/2026 às 08:44
Daisy Gouveia Divulgação

O fenômeno das comunidades literárias digitais transformou o mercado editorial. O Booktok. Bookstagram, clubes de leitura tornaram o ato de ler menos solitário, uma experiência coletiva, onde podemos externar expectativas e práticas.

Se antes só encontrávamos resenhas em jornais e revistas especializadas, hoje temos 15 segundos de vídeo que nos seduzem a mergulhar em histórias.

Mas será que isso nos leva a leituras profundas? CUIDADO! Será que a velocidade das redes sociais não induz a uma leitura quantitativa que não se sustenta, deixando de lado a leitura de qualidade?

O leitor fica sempre pressionado com números surpreendentes de leitura mês e com a sensação de nunca alcançar as metas propostas. Ou desincentiva ou acelera a atividade de tal maneira que a narrativa é esvaziada, trazendo a sensação que lê mas não retém mais. O perigo de lermos como um escâner, sem aprofundamento e reflexão.

Enquanto o Tiktok foca na dinâmica, na estética do sentido com chamadas do tipo "livros que me fizeram desidratar de chorar" "como eu me sinto lendo tal autor" , O Instagram foca no visual capas de livros, trechos de livros grifados, resenhas narradas ou escritas e presença de escritores.

 A crise da leitura profunda é consequência da era da distração. O tempo médio de atenção diminuiu, dificultando o estado de imersão.

Leitura superficial, rápida utilitária, focada em palavras-chave, é o que fazemos nas redes sociais.

Leitura profunda envolve análise crítica, reflexão e empatia é quando conectamos a narrativa com nossas experiências- REFLEXÃO.

Curiosamente redes sociais que estimulam o consumo do livro, são as mesmas que fragmentam nossa Atenção. CUIDADO!

Ler profundamente é um exercício de introspecção, paciência é o lugar onde o tempo precisa passar devagar, sem pressa!