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O legendário Costa Rego

Por Laurentino Veiga Publicado em 02/05/2026 às 08:00
Laurentino Veiga Assessoria

Antônio Sapucaia, honrado magistrado, Professor de Direito Penal da UFAL, exímio orador do seu tempo, jornalista notável da Gazeta de Alagoas. Debruçou-se no varal da historicidade a fim de trazer à tona esboço sobre o legendário Costa Rego (2000), sendo laureado pela Academia Alagoana de Letras.

A obra mereceu o Prefácio do escritor J. F. Costa Filho. “ A obra é substanciosa, revela esforço de pesquisa e, certamente, terá o condão de resgatar de injusto ostracismo o nome de Pedro da Costa Rego. O livro está lançado. Espera-se receba ele do público a acolhida que que a sua importância sugere ”.

A orelha, por sua vez, mereceu a lavra de Diógenes Júnior: “ Antônio Sapucaia é um juiz que honra a magistratura alagoana mantendo incólume a sua toga ao longo desses anos e arregimentando em torno de si o respeito e a admiração que lhes são devidos. Inscreve, definitivamente, o seu nome já consagrado no panorama das letras alagoanas ”.

Tive a honra de conhecer Antônio Sapucaia na redação da Gazeta de Alagoas. Depois, quando exercia o cargo de Secretário de Segurança do estado. Lá, sedimentou-se amizade por décadas. Meu amigo do filho ilustre de Coqueiro Seco. A ponto de ter escrito as orelhas de outro livro versando sobre sua terra-mãe.

A bem da verdade, sua novel obra tem a grandiosidade de versar: O jornalista, o político e o cidadão. Memórias inacabadas e depoimentos de escritores como Paulo de Castro Silveira, Romeu de Avelar, Raul Lima, R. Magalhães Júnior, Pedro Dantas, Otto Maria Caepeaux, Otacílo Maia e outros notáveis. Dignificando, assim, o talento do filho nobre da bucólica Pilar. Isso revela quanto Antônio Sapucaia era respeitado quer como jurista, quer como historiador narrando a trajetória do biografado, seu conterrâneo ilustre.

Thomaz Ribeiro Colaço descreveu: “ Morreu o maior jornalista brasileiro: Costa Rego. Numa terra onde, por vários motivos e circunstâncias, o jornalismo é a província literária de maior opulência, esse título que Costa Rego irrecusavelmente mereceu, é um título muito grande ”. Realmente, quem conviveu com Costa Rego e mereceu sua atenção, testemunha a sua grandiosidade.

Seus textos eram lidos por Getúlio Vargas. No café de manhã, era sua leitura predileta. Parabenizo sua obra Antônio Aleixo, recheada de verdades vividas pelo seu coestaduano. A obra, dedicou: “À Marly e o Júnior, que, com tolerância e compreensão, têm me proporcionado a felicidade de ser esposo e pai, partícipes dos sonhos que tenho idealizado e me proponho a realizar “. O projeto de uma rua poder ser modificado. Mas, o sonho de uma rua é imutável. E quando muda é outro sonho - Poeta argentino Luís Borges.