ALAGOAS

Conselho debate avanços do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais em Alagoas

Publicado em 27/05/2026 às 15:24
Foi apresentado balanço das ações ao longo de quase dois anos de implementação do programa Iara Melo / Ascom IMA/AL

Representantes de diversas esferas da sociedade participaram, nesta quarta-feira (27), da primeira reunião do Conselho Consultivo do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), iniciativa coordenada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh/AL) para fortalecer práticas sustentáveis ​​e a conservação ambiental no estado.

 

Durante a reunião, foi apresentado um balanço das ações realizadas ao longo de quase dois anos de implementação do programa, incluindo o andamento dos editais do PSA voltados para agroecologia e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

 

Entre os principais pontos planejados foram as etapas de monitoramento e acompanhamento dos contemplados pelos editais. As primeiras vistas em campo tiveram início em janeiro de 2025 e seguem de forma semestral até o fim da vigência dos editais. Atualmente, as equipes técnicas estão na terceira fase de vistorias, com previsão de conclusão em meados de junho.

 

A participação das mulheres também foi destaque durante a reunião. Atualmente, cerca de 80% das pessoas beneficiárias do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) são mulheres, atuando diretamente na conservação ambiental, na produção sustentável e na gestão dos territórios.

 

Para a empreendedora, ambientalista e integrante do Conselho Consultivo do PSA, Mayris Nascimento, o programa evidencia o papel feminino nas ações desenvolvidas nas comunidades.

 

“Um dos pontos que mais chama atenção dentro do PSA é a presença das mulheres. Hoje, grande parte das pessoas beneficiárias do programa são mulheres que estão à frente do cuidado com o território, da produção sustentável e das práticas de conservação ambiental. Isso mostra como o protagonismo feminino tem sido fundamental para fortalecer as ações desenvolvidas nas comunidades”, afirmou.

 

De acordo com a assessora ambiental da Gerência de Clima e Sustentabilidade (Geclim), Gabriela Cota, o momento também é importante para avaliar os avanços do programa e planejar as próximas etapas.

 

"O programa precisa passar por essa fase de reflexão para entendermos os próximos passos, possíveis modificações e ajustes de metodologia. Caminhar com a sociedade civil e com o setor produtivo, sempre buscando compreender, de forma participativa, como dar continuidade ao programa da melhor forma", destacou.

 

Até fevereiro de 2026, foram destinados R$ 202.244,06 em recursos do IMA/AL para os provedores de serviços ambientais beneficiários dos Editais RPPN e Agroecologia.

 

Conselho consultivo

 

A criação do conselho consultivo fortalece a construção coletiva do programa e amplia o diálogo entre poder público, instituições parceiras e sociedade civil, contribuindo para o aprimoramento das políticas ambientais e de incentivo à sustentabilidade em Alagoas.

 

O gerente de Mudanças Climáticas da Semarh/AL, Fabricy Carneiro, destacou a construção coletiva do programa e o alinhamento entre os diferentes setores envolvidos.

 

"É uma enorme felicidade reunir todos aqui. Discutimos o que já foi realizado, pensamos em novas possibilidades e partimos dessa reunião com novos encaminhamentos. Parabenizo o IMA pela condução desse programa tão importante", afirmou

 

Sobre o programa

O Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma iniciativa do IMA/AL em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O objetivo é remunerar agricultores e proprietários de reservas que atuam na preservação dos biomas alagoanos.

Criado em 2023, pelo Decreto Estadual n° 93.740/2023, teve os primeiros editais lançados em 2024, e as ações de monitoramento iniciadas em 2025. O primeiro edital do PSA destinou R$ 1,5 milhão a 76 beneficiários na categoria Agroecologia e sete em Reservas Particulares do Patrimônio Natural, abrangendo 23 municípios dos biomas Caatinga e Mata Atlântica.