GESTÃO PÚBLICA

Alagoas é o 2º estado que mais evoluiu em solidez fiscal no Brasil, aponta CLP

Ranking do Centro de Liderança Pública destaca avanço de Alagoas na gestão fiscal, arrecadação e equilíbrio das contas públicas nos últimos três anos.

Publicado em 26/05/2026 às 10:47
Alagoas se destaca em ranking nacional de solidez fiscal, segundo estudo do CLP. Gabrielly Barreto/Ascom Sefaz

Alagoas conquistou a 2ª posição entre os estados brasileiros que mais evoluíram no pilar do Solidez Fiscal nos últimos três anos, segundo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP).

O levantamento considera a evolução dos estados em relação ao próprio desempenho entre 2023 e 2025, destacando aqueles que obtiveram maior avanço fiscal. Na análise do CLP, Alagoas ficou atrás apenas de Goiás em desempenho evolutivo no Solidez Fiscal.

Uma pesquisa integra o Ranking de Competitividade dos Estados e avalia a trajetória a partir de análises relacionadas à gestão pública. Os rankings, desenvolvidos pelo CLP, têm como objetivo mensurar a capacidade dos entes federativos em promover o bem-estar da população, analisando áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação, sustentabilidade ambiental e solidez fiscal, com base em dados oficiais.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) desempenha papel estratégico nos resultados de solidez fiscal, atuando diretamente na arrecadação, controle das contas públicas, equilíbrio financeiro e gestão orçamentária.

O desempenho de Alagoas reflete ações voltadas à aplicação responsável dos recursos públicos, ao fortalecimento das receitas estaduais e ao acompanhamento das despesas, contribuindo para a manutenção da saúde financeira do Estado.

Renata dos Santos, secretária de Estado da Fazenda de Alagoas, ressalta que o avanço no Solidez Fiscal potencializa o fortalecimento institucional do Estado perante investidores, órgãos de controle e instituições financeiras. Para ela, a melhoria dos indicadores públicos amplia a capacidade do governo de políticas planejadas de longo prazo e garante maior segurança para a execução de projetos estratégicos.

"Quando o Estado apresenta evolução consistente em indicadores fiscais, isso gera mais confiança na gestão pública e amplia as possibilidades de captação de investimentos e de execução de políticas estruturantes. A solidez fiscal não representa apenas equilíbrio das contas, mas também a criação de condições para que o governo mantenha os serviços públicos, realize investimentos e tenha maior capacidade de resposta diante de desafios econômicos", destacou.

Pontos de destaque na evolução

Entre os destaques está a taxa de investimento , que alcançou 14,93% em 2025, garantindo avanço de quatro posições no cenário nacional. O índice mede a relação entre os investimentos liquidados e a receita corrente líquida.

Outro ponto relevante foi o indicador da regra de ouro , no qual Alagoas registrou índice de 17,21% em 2025, avançando 14 posições no ranking nacional e alcançando o 1º lugar no Nordeste. Esse desempenho está associado à responsabilidade fiscal e à sustentabilidade dos investimentos públicos.

No resultado primário , o Estado apresentou melhorias relativas, avançando oito posições nacionalmente. Já na poupança corrente , Alagoas elevou 15 colocações e elegeu a 2ª posição regional, refletindo maior capacidade de investimento com recursos próprios.

O indicador de gasto com pessoal também apresentou evolução, com avanço de sete posições no ranking nacional e a 2ª colocação entre os estados nordestinos, mantendo-se abaixo do limite constitucional.

"Esse resultado demonstra o avanço na gestão fiscal e a responsabilidade com o equilíbrio das contas públicas, além da capacidade de investimento. A Sefaz tem atuado de forma estratégica para potencializar a arrecadação, acompanhar as despesas e garantir a sustentabilidade financeira ao Estado", afirmou Marcos Freitas, secretário especial do Tesouro Estadual em exercício.

A análise também destaca indicadores que seguem sendo monitorados pela gestão estadual para o fortalecimento do equilíbrio das contas públicas.