SAÚDE CARDÍACA

Médico do Hospital do Coração Alagoano alerta para sintomas da estenose aórtica

Kleberth Tenório explica que falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito podem indicar alteração grave na válvula do coração.

Publicado em 20/05/2026 às 17:44
Médico do Hospital do Coração Alagoano alerta sobre sintomas e tratamento da estenose aórtica. Neide Brandão / Ascom Hospital do Coração Alagoano

Cansaço excessivo, falta de ar ao realizar atividades simples, tontura e até desmaios podem ser sinais de uma doença cardíaca séria e silenciosa: a estenose aórtica. O alerta é do cirurgião cardiovascular Kleberth Tenório, do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, referência em atendimento cardiovascular no estado.

A estenose aórtica ocorre quando a válvula responsável pela saída do sangue do coração se torna rígida e estreita, dificultando sua abertura e comprometendo o funcionamento cardíaco. Segundo o especialista, o problema costuma surgir de forma progressiva e está diretamente relacionado ao envelhecimento.

“Na maioria dos casos, essa válvula vai calcificando com o passar dos anos, dificultando a passagem do sangue. Fatores como hipertensão e colesterol elevado também podem contribuir para o desenvolvimento da doença”, explica o médico do Hospital do Coração Alagoano.

Com a evolução do quadro, o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca, condição considerada grave. “Pacientes que evoluem para essa fase têm um risco elevado. Cerca de 50% podem ir a óbito em até dois anos se não houver tratamento adequado”, alerta Kleberth Tenório.

Principais sintomas e diagnóstico

Os sintomas mais comuns da estenose aórtica são falta de ar, dor no peito, cansaço progressivo, tontura e desmaios. A recomendação é buscar avaliação médica assim que os primeiros sinais aparecerem, ou ao se identificar a estenose aórtica por meio de ecocardiograma ou sopro cardíaco.

Tratamento

O Hospital do Coração Alagoano oferece um tratamento moderno e minimamente invasivo para a doença: a TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica). O procedimento é realizado por meio de uma punção na região da virilha, sem necessidade de abrir o tórax.

“Através do vaso sanguíneo, conseguimos levar a nova válvula até o coração e implantá-la no local da válvula doente. É um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e mais segurança para pacientes idosos ou de alto risco cirúrgico”, ressalta o cirurgião cardiovascular.

A orientação é que pessoas acima dos 70 anos ou pacientes considerados de alto risco para cirurgia cardíaca convencional mantenham acompanhamento regular com um especialista.