Alagoas

Restaurante Universitário será ampliado e reformado para atender comunidade

Ufal investe R$ 4,1 milhões na modernização da infraestrutura do local, com construção de nova cozinha, implantação de uma nova cobertura externa e melhorias urbanísticas dentro e no entorno do restaurante

Por Ryan Charles Publicado em 14/05/2026 às 15:20
Mais do que uma intervenção física, a reforma é uma ação para fortalecer a política estudantil, diz arquiteta da Ufal

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) anunciou o projeto de reforma e ampliação do Restaurante Universitário (RU) do Campus A.C. Simões, em Maceió. A intervenção representa uma das principais ações de modernização da infraestrutura universitária voltadas à assistência estudantil, com impacto direto na rotina de estudantes, servidores e trabalhadores que utilizam o equipamento diariamente.

“O RU é o nosso principal equipamento de assistência estudantil, sendo a ação que alcança o maior número de estudantes. No entanto, temos enfrentado sérios gargalos, já que tanto sua área de refeições quanto sua área de produção se tornaram pequenas para o crescente volume de usuários. Essa reforma será fundamental para redução dos gargalos e, por consequência, para a melhoria do serviço, destacou o coordenador da Política de Assistência Estudantil (Cpae) da Pró-reitoria Estudantil (Proest), Alex Renner.

Com investimento homologado de mais de R$ 4,1 milhões a obra será executada por meio da Concorrência Eletrônica nº 9003/2025, sob o regime de contratação integrada. A área total estimada de intervenção é de 3,3 mil m², contemplando urbanização, ampliação da cozinha, implantação de nova área coberta externa e reforma da cozinha existente.

Mais do que uma intervenção física, a reforma é uma ação para fortalecer a política estudantil. “O Restaurante Universitário não é só um equipamento de alimentação. A gente tem que entender o RU como um espaço de vivência, de suporte à vida acadêmica em diversos aspectos, principalmente daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, destacou a coordenadora de Projetos, Obras e Meio Ambiente da Pró-reitoria de Infraestrutura (Proinfra), Selene Maíra Morales.

Segundo Selene, a proposta responde a uma demanda histórica da comunidade universitária: ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a infraestrutura do restaurante, oferecendo melhores condições sanitárias, de conforto e de funcionamento.

Nova cozinha, ampliação do refeitório e reorganização dos fluxos

O projeto prevê uma reestruturação ampla do RU. Entre os principais pontos estão a construção de uma nova cozinha, a reforma da cozinha atual, que será incorporada ao salão de comensais, a implantação de uma nova cobertura externa e melhorias urbanísticas no entorno do restaurante.

A intervenção inclui 1.500 m² de urbanização, 926,69 m² destinados à nova cozinha, 400 m² de área coberta externa e 485 m² de reforma da cozinha atual. Também estão previstos novo acesso de pedestres, área de espera coberta, novo acesso para carga e descarga e ampliação da edificação existente.

Essas mudanças devem permitir uma reorganização significativa do espaço. A expectativa é que a reforma ajude a reduzir gargalos atualmente enfrentados no funcionamento do RU e melhore tanto a área de produção quanto o atendimento ao público.

“O principal objetivo é adequação da área de produção, que hoje não atende às necessidades e aumento de assentos no refeitório, para melhor receber os comensais e tornar possível que todos se alimentem no RU e não precisem ir para outros locais do campus”, reforçou a diretora do Restaurante Universitário, Milena Fernandes.

Ela acredita que a obra deve resultar em melhorias importantes na operação. Entre os benefícios esperados estão o fluxo das filas, hoje prejudicado pelo layout da construção, melhores condições para produção das refeições e mais conforto para os trabalhadores. “As refeições estarão sendo preparadas em um ambiente mais adequado, com mais equipamentos e proporcionando aos funcionários mais conforto para execução do trabalho”, pontuou Milena.

Funcionamento do RU durante a obra

Uma das preocupações da comunidade acadêmica é o funcionamento do restaurante durante o período de execução. De acordo com Milena Fernandes, tudo está sendo planejado para garantir a continuidade do serviço. “O planejamento está sendo feito para que a obra não afete o funcionamento atual, pois será realizada em área anexa ao prédio”, explicou a diretora.

Selene Morales reforça que o projeto não surgiu de forma improvisada. Segundo a arquiteta, a proposta é resultado de um planejamento técnico conduzido pela Proinfra, com estudos preliminares, diagnósticos e participação multidisciplinar dos setores envolvidos no funcionamento do restaurante.

“Foram realizados diversos levantamentos físicos, avaliações operacionais, reuniões com a equipe de operação e estudos de implantação para garantir uma solução mais adequada possível às necessidades que se apresentam no Restaurante Universitário”, enfatizou.

A escolha pelo regime de contratação integrada também foi definida a partir desse planejamento. O modelo busca maior eficiência na execução e integração entre projeto e obra, sem abrir mão do controle técnico e da fiscalização institucional.

Cronograma prevê início dos projetos em junho

A primeira etapa da iniciativa deve começar já no próximo mês de junho, com a elaboração dos projetos executivos. Essa fase terá prazo previsto de 120 dias. Com isso, o início das obras físicas está previsto para outubro desse ano.

O prazo de execução previsto é de 730 dias, enquanto a vigência contratual será de 910 dias. A gestão da Ufal deve se reunir com representantes da comunidade estudantil para apresentar o projeto em detalhes e discutir outras ações planejadas para o Campus A.C. Simões.

Para Selene, a reforma e ampliação do RU devem ser compreendidas como um investimento de longo prazo na assistência universitária e na infraestrutura da instituição. “Estamos falando de um investimento que impacta diretamente a permanência estudantil e a assistência universitária, pensado não apenas para resolver problemas imediatos, mas para preparar o RU para as próximas décadas”, reforçou.