SEGURANÇA DIGITAL

Polícia Civil apreende jovem após alerta dos EUA sobre crimes cibernéticos

Operação em Arapiraca contou com equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente e da Delegacia da Mulher, sob coordenação do delegado Felipe Caldas.

Publicado em 11/05/2026 às 11:30
Ação da Polícia Civil em Arapiraca resulta na apreensão de jovem investigado por crimes cibernéticos. Ascom PCAL

A Polícia Civil de Alagoas cumpriu, neste sábado (9), um mandato de busca e apreensão contra um jovem de 18 anos investigado por crimes cibernéticos cometidos quando ainda era menor de idade.

A ação foi realizada em Arapiraca, com atuação conjunta das equipes da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, sob a coordenação do delegado Felipe Caldas.

Segundo as investigações, o jovem já havia sido apreendido em agosto de 2025, aos 17 anos, por suspeitas de envolvimento em crimes graves, incluindo ameaças ao influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.

Na ocasião, a Justiça determinou sua internação provisória.

Após cumprir a medida socioeducativa e ser colocado em liberdade, o investigado voltou a utilizar redes sociais, fóruns e plataformas digitais para disseminar mensagens discriminatórias, conteúdos de intolerância religiosa, homofobia e apologia ao nazismo.

As investigações também identificaram atos preparatórios relacionados a possíveis práticas terroristas, o que motivou o envio internacional do caso.

As informações chegaram às autoridades brasileiras por meio de cooperação com agências de segurança dos Estados Unidos, que monitoraram o teor das mensagens publicadas pelo jovem na internet.

Com o compartilhamento dos dados, a Polícia Civil de Alagoas solicita novamente a internação do investigado.

A Vara da Infância e Juventude de Arapiraca acatou o pedido e determinou uma internação provisória pelo prazo inicial de 45 dias.

De acordo com o delegado Felipe Caldas, o jovem possui conhecimento em tecnologia avançada e facilidade para se comunicar em outros idiomas, mas utilizava essas habilidades para disseminar conteúdos criminosos e de ódio nas redes sociais.

O comportamento do jovem seguirá sob acompanhamento durante o período de internação, podendo ser reavaliado judicialmente conforme a evolução do caso.