ELEIÇÃO

De João Lyra a JHC: time da Derrota de 2006, a maior em eleições em Alagoas reaparece na disputa de 2026 apoiando o filho de João Caldas

Com Celso Luiz, Célia Rocha, Kil Freitas e Gilvan Barros como aliados, pré-campanha de JHC reacende a memória da eleição que terminou em vexame para João Lyra

Por Redação Publicado em 10/05/2026 às 14:39
JHC ressuscita time de João Lyra e a sombra da maior derrota eleitoral de Alagoas

O ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC (PSDB), passou a reunir em seu entorno político personagens que estiveram diretamente ligados à derrotada campanha de João Lyra ao governo do estado, em 2006, em uma eleição marcada por promessas de força regional que fracassaram nas urnas e culminaram numa derrota considerada vexatória.

O movimento chama atenção nos bastidores por, na prática, ressuscitar personagens associados a um dos insucessos eleitorais mais marcantes da política alagoana.

Entre os casos mais emblemáticos está o do ex-deputado Celso Luiz, que à época era tratado como peça estratégica para a campanha de João Lyra no Sertão. A promessa era entregar força eleitoral numa das regiões mais importantes do estado. O resultado, porém, foi uma derrota expressiva, frustrando completamente a expectativa criada nos bastidores.

Celso Luiz acabaria ganhando notoriedade anos depois por integrar o escândalo da Operação Taturana, investigação que revelou um esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Outro nome daquele grupo é a ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, que atuou como coordenadora da campanha de João Lyra e carregava a expectativa de fazer do Agreste um reduto decisivo para a candidatura.

Naquele momento, a promessa era de vitória em Arapiraca e na região do Agreste. O desempenho eleitoral, no entanto, ficou muito abaixo do esperado.

Na Zona da Mata, Kil Freitas, então uma das principais lideranças políticas da região e pré-candidato à Prefeitura de União dos Palmares, também figurava entre os nomes que garantiam força eleitoral a João Lyra. A expectativa era de uma entrega robusta de votos na região, mas o resultado ficou distante da promessa política feita durante a campanha.

No Agreste, o então deputado Gilvan Barros também integrava a articulação de João Lyra, com a missão de fortalecer a candidatura numa das regiões mais estratégicas do estado. Mais uma vez, a resposta das urnas não acompanhou a projeção dos aliados.

Quase duas décadas depois, esses mesmos personagens reaparecem agora ao lado de JHC, num movimento que inevitavelmente reacende a memória daquela disputa.

A composição reforça uma leitura política delicada para o ex-prefeito de Maceió: ao ampliar alianças para 2026, JHC também passa a incorporar figuras associadas a promessas eleitorais frustradas e a uma campanha que terminou derrotada.