Alagoas entra em zona de alto risco para doenças respiratórias graves
Estado está entre as 14 unidades da federação em alerta no Boletim InfoGripe; Fiocruz aponta que Influenza A e Covid-19 lideram causas de óbitos no país
O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas acendeu o sinal de alerta nas autoridades de saúde. Segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados nesta quinta-feira (7), o estado integra o grupo de 14 unidades federativas onde a incidência da síndrome atingiu o nível de alto risco nas últimas seis semanas.
O cenário nacional também é preocupante. Em 2026, o Brasil já contabiliza 1.960 óbitos por SRAG. Entre as mortes com confirmação laboratorial, a Influenza A é a principal vilã, respondendo por 39,1% dos casos, seguida pela Covid-19 (27,9%) e pelo rinovírus (22,2%). Vírus sincicial respiratório e influenza B completam a lista de patógenos identificados.
A vacina como escudo coletivo
Diante do aumento das internações e mortes, especialistas reforçam que a prevenção segue sendo o caminho mais seguro. Para o médico de Família e Comunidade da Unimed Maceió, Arthur Sampaio, a atualização do cartão vacinal não deve ser negligenciada em nenhuma época do ano.
"A atualização do cartão é uma medida de proteção pessoal e coletiva. Manter as vacinas em dia reduz drasticamente o risco de infecção e, caso ela ocorra, o quadro tende a ser muito mais leve", explica o médico. Ele destaca que a imunização é essencial para preparar o organismo para períodos críticos, como a quadra chuvosa, quando a vulnerabilidade a vírus respiratórios aumenta.
Além do benefício individual, Sampaio ressalta o conceito de imunidade de rebanho. "Quando você está imunizado, a chance de contágio é menor, o que gera uma quebra na cadeia de transmissão. Quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação do vírus na população", pontua.
Segurança comprovada
Apesar do fluxo rápido de informações, o especialista tranquiliza a população sobre a segurança dos imunizantes disponíveis no sistema de saúde. Segundo ele, o processo de desenvolvimento de uma vacina costuma levar de 8 a 10 anos de estudos antes de chegar ao público geral.
Mesmo em contextos de urgência, como ocorreu na pandemia de Covid-19, o médico assegura que os critérios de eficácia e segurança não são deixados de lado. "Os protocolos são rigorosos para garantir que a população receba um produto seguro e capaz de salvar vidas", conclui.