EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Projeto Coleta Certa leva estudantes de Marechal Deodoro para conhecer funcionamento de aterro sanitário em Pilar

Alunos do 7º ano da rede pública participam de visita técnica à Central de Tratamento de Resíduos e aprendem sobre reciclagem, gestão de resíduos e geração de energia a partir do biogás.

Publicado em 07/05/2026 às 13:12
Estudantes de Marechal Deodoro visitam aterro sanitário em Pilar e aprendem sobre reciclagem e gestão de resíduos. Iara Melo/ Ascom IMA/AL

Alunos da rede pública de Marechal Deodoro tiveram a oportunidade de conhecer de perto, nesta semana, o funcionamento de um aterro sanitário e os processos de tratamento de resíduos sólidos durante visita à Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Metropolitana, localizada em Pilar. Uma atividade faz parte do Projeto Coleta Certa , desenvolvido pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), com o objetivo de preparar escolas públicas para a implantação da coleta seletiva.

Nesta etapa, alunos do 7º ano da Escola Municipal Prefeito Edival Lemos Santos participaram de uma programação educativa promovida pelo instituto. Antes da visita técnica, os alunos assistiram a palestras sobre gerenciamento de resíduos sólidos, coleta seletiva e também visitaram uma cooperativa de reciclagem em Marechal Deodoro. A programação inclui ainda um mutirão de limpeza na Praia do Francês e outras ações de educação ambiental.

Para a estudante Layza Emanuele, de 12 anos, a experiência foi fundamental para compreender melhor a importância da reciclagem e da separação correta dos resíduos. "É muito importante aprender sobre reciclagem e o que acontece com o lixo. Muitas pessoas deveriam mudar os hábitos em casa e fazer a separação dos materiais", destacou.

A consultora ambiental do IMA/AL, Mirella Cavalcanti, ressaltou que a proposta do projeto é transformar os estudantes em multiplicadores de conhecimento nas escolas e comunidades. “Eles puderam vivenciar um pouco da rotina e conhecer a estrutura da central, entendendo tudo o que é necessário para destinar e tratar os nossos problemas”, explicou.

Conhecendo o funcionamento do aterro sanitário

Durante uma visita à CTR Metropolitana, os estudantes participaram de uma aula prática sobre o funcionamento do aterro sanitário, desde a coleta do lixo até as etapas de tratamento e reaproveitamento dos materiais. A unidade de Pilar recebe resíduos de 35 municípios alagoanos, incluindo Marechal Deodoro, totalizando cerca de milhões de toneladas de resíduos por dia em uma área de aproximadamente 101 hectares.

Os alunos conheceram processos como escavação, impermeabilização do solo, drenagem de líquidos e gases, compactação de resíduos e tratamento do chorume. A empresa também atua no reaproveitamento de materiais como pneus, madeira e entulhos de construção civil.

Outro destaque apresentado durante a visita foi o sistema de geração de energia a partir do biogás produzido no aterro. Segundo a empresa, cada motor movido a biogás tem capacidade para abastecer o equivalente a 25 mil residências, sendo que o próprio CTR já utiliza parte da energia gerada no local.

O diretor operacional de Alagoas Ambiental, Marnes Gomes, enfatizou a importância da aproximação dos estudantes com o tema. "Os alunos recebem ver de que forma tratamos os resíduos e como realizamos diversos tipos de reaproveitamento. Estamos muito felizes em receber os estudantes e compartilhar um pouco do nosso trabalho", afirmou.

A analista ambiental Mariane Vieira também reforçou a relevância da reciclagem para ampliar a vida útil dos aterros sanitários. "Sempre estamos gerando resíduos. Quando ajudamos as cooperativas, estamos ajudando o meio ambiente e contribuindo para que o aterro tenha uma vida útil muito maior", destacou.

Pioneirismo na destinação adequada de resíduos

Desde 2018, Alagoas cerrou 100% dos lixões, substituindo os antigos depósitos irregulares por aterros sanitários licenciados e com estrutura adequada para o tratamento dos resíduos. O estado tornou-se o primeiro do Nordeste a alcançar esse marco, representando um avanço importante para o meio ambiente e a saúde pública dos municípios alagoanos, reduzindo impactos como contaminação do solo e da água, emissão irregular de gases e hidratação de doenças.