Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão orienta sobre cuidados e prevenção da asma
Helion Lisboa destaca que crises de asma podem ser desencadeadas por diversos fatores e reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo.
Celebrado na primeira terça-feira de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma busca conscientizar sobre a prevenção e o controle de uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no mundo. A data reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico regular e da adoção de medidas preventivas para garantir qualidade de vida aos pacientes, conforme orienta o médico Helion Lisboa, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo.
Segundo Helion Lisboa, a asma é uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias, provocando sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse persistente — especialmente à noite ou nas primeiras horas da manhã — e sensação de aperto no peito.
O médico ressalta que as crises podem ser desencadeadas por fatores como poeira, mofo, mudanças bruscas de temperatura, fumaça, poluição, infecções respiratórias, esforço físico e até situações de estresse emocional.
“Embora a asma não tenha cura, ela pode ser controlada com diagnóstico adequado e tratamento contínuo e, quando acompanhada corretamente, permite ao paciente ter uma vida normal. O problema é que muitas pessoas negligenciam sintomas recorrentes, como tosse frequente e falta de ar, e só procuram atendimento em momentos de crise. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e internações”, explica Helion Lisboa.
O que pode agravar o quadro?
O especialista destaca ainda que a automedicação e a interrupção do tratamento sem orientação profissional podem agravar o quadro. “Muitos pacientes suspendem o uso da medicação ao perceberem melhora dos sintomas, mas o controle da asma exige acompanhamento contínuo. O tratamento deve ser individualizado e ajustado conforme a evolução clínica”, acrescenta.
A atuação da fisioterapia respiratória também é fundamental no controle da doença. O acompanhamento fisioterapêutico auxilia na melhora da função pulmonar e na orientação de técnicas para enfrentar crises.
“A fisioterapia respiratória fortalece a musculatura ventilatória, ensina técnicas de controle da respiração e contribui para reduzir o impacto das crises asmáticas. Além disso, orientamos sobre hábitos que ajudam a minimizar a exposição aos fatores desencadeantes”, pontua o profissional.
Medidas preventivas
Entre as principais medidas preventivas estão manter os ambientes limpos e ventilados, evitar contato com poeira e fumaça, higienizar regularmente roupas de cama, evitar exposição a alérgenos e seguir corretamente o tratamento prescrito.
“Por isso, diante de sintomas respiratórios persistentes ou crises frequentes, a população deve procurar avaliação médica. A informação e o cuidado contínuo são fundamentais para o controle da asma e para a promoção da saúde respiratória”, reforça Helion Lisboa.