LITERATURA

Alagoas recebe lançamento nacional do Proler Bibliotecas e amplia políticas de leitura no estado

Por Daniel Borges/Ascom Secult Publicado em 06/04/2026 às 16:33
Alagoas consolida trajetória contínua no incentivo à leitura e integra nova etapa nacional de fortalecimento das bibliotecas Tatiane Almeida / Ascom Secult

Alagoas será palco do lançamento nacional do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) Bibliotecas, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) voltada ao fortalecimento das políticas de leitura e à valorização das bibliotecas como espaços vivos de formação e cidadania. O evento acontece no dia 9 de abril, às 9h, no Observatório da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (RIEH), no Campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió.

 

A ação é realizada por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli) e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), em parceria com a UFAL, consolidando uma articulação nacional que chega a Alagoas com papel estratégico.

 

O Proler Bibliotecas tem como objetivo fortalecer bibliotecas públicas e comunitárias, além de espaços de leitura em unidades prisionais, serviços especializados e equipamentos voltados à reintegração social. A proposta reconhece a leitura e a escrita como direitos fundamentais, e aposta nesses espaços como centros de convivência, aprendizagem e participação social.

 

Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, sediar o lançamento nacional do programa mostra o protagonismo de Alagoas na construção de políticas públicas voltadas ao livro e à leitura.

 

“Receber o lançamento do Proler Bibliotecas em Alagoas é resultado de uma trajetória construída com dedicação ao longo dos anos. Nosso estado manteve viva essa política mesmo em períodos desafiadores, e agora participa de um novo ciclo que amplia oportunidades, forma leitores e fortalece nossas bibliotecas como espaços fundamentais para a cidadania e o desenvolvimento cultural”, afirmou a secretária.

 

As inscrições para o programa seguem até o dia 26 de abril, por meio do site do Mapa da Cultura. O processo é totalmente digital e destinado a bibliotecas públicas, comunitárias, unidades prisionais com espaços de leitura e serviços de atenção à pessoa egressa do sistema prisional.

 

Serão selecionadas 437 iniciativas em todo o país, incluindo bibliotecas públicas, comunitárias, unidades prisionais e serviços especializados. As instituições participantes terão acesso a uma trilha formativa completa, com cursos, encontros, orientações metodológicas e acompanhamento técnico, além de receberem o Kit Proler, certificação e integração à Rede Proler Bibliotecas.

 

A coordenadora do Proler Alagoas e do Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado, Mira Dantas, ressaltou o papel histórico do estado na continuidade do programa e o reconhecimento nacional com a escolha para sediar o lançamento.

 

“Desde a criação do Proler, Alagoas assumiu o desafio de manter ativa a política de incentivo à leitura, mesmo diante das dificuldades enfrentadas em nível nacional. A escolha do nosso estado para esse lançamento simboliza o reconhecimento desse trabalho contínuo e coletivo, que manteve viva a formação de leitores e a atuação dos comitês locais ao longo dos anos”, destacou.

 

Proler Alagoas

 

Criado em 1992, o Proler surgiu com a missão de ampliar o acesso ao livro e incentivar práticas de leitura em todo o Brasil, a partir da atuação de comitês estaduais articulados pelo Ministério da Cultura em parceria com as secretarias de cultura.

 

Com o passar dos anos, a redução do apoio federal e as dificuldades de manutenção levaram à descontinuidade de grande parte desses comitês. Em meio a esse cenário, apenas os estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul conseguiram manter suas estruturas ativas.

 

Em Alagoas, a permanência do Proler foi sustentada pelo esforço local e pelo apoio do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), que garantiu a continuidade das ações mesmo diante da ausência de uma política nacional permanente.