HOMENAGEM

Congresso nordestino reconhece pioneirismo de médico alagoano

Centrais de transplante prestam homenagem a José Wanderley Neto pelas mais de 30 mil cirurgias e 58 transplantes cardíacos

Por Assessoria Publicado em 06/04/2026 às 14:33
Dr. José Wanderley homenageado em congresso Assessoria

O II Congresso das Centrais de Transplantes do Nordeste prestou homenagem inédita ao cirurgião cardíaco alagoano José Wanderley Neto por sua contribuição à medicina, em especial à cardiologia brasileira.

O evento, realizado em João Pessoa, contou com as participações de coordenadores das centrais de transplantes de todos os Estados nordestinos e representantes do Ministério da Saúde, além de dirigentes de entidades da cardiologia.

Entre as várias contribuições do médico alagoano, apontadas pela organização do congresso, destaque para a atuação pioneira na realização de transplantes cardíacos no Brasil – 58 realizados em Alagoas e outros Estados -, o grande número de cirurgias realizadas ao longo de décadas na carreira – mais de 30 mil - , formação de novos cirurgiões cardíacos, criação de entidades regionais e nacionais de cardiologia e o programa Nordeste Transplante.

José Wanderley Neto é também dono do recorde do transplantado mais longevo da América do Sul. Francisco Sebastião de Lima recebeu um novo coração em cirurgia de transplante realizada por Wanderley, com seu parceiro cirurgião cardíaco José Teles, de Sergipe, em 1989, e viveu com ele por 34 anos.

Somente agora o recorde foi superado por Geraldo Fernandes de Souza, de Minas Gerais, que completou 35 anos com o coração transplantado. O holandês Bert Janssen é reconhecido como o transplantado cardíaco mais longevo do mundo, com 40 anos de sobrevida.

Nordeste Transplante 

As centrais de transplantes destacaram a criação, na década de 90, do programa Nordeste Transplante, também representado pela sigla NE-TX (TX é a abreviação internacional de transplante). Consistia no intercâmbio de órgãos entre os Estados nordestinos, priorizando a entrega no local onde o receptor aguarda pelo transplante.

Ao captar um órgão para doação sem que haja doador compatível no Estado, a central de transplante disponibiliza a outra unidade nordestina onde algum paciente tenha compatibilidade com o órgão, O programa é considerado uma das grandes ideias na medicina brasileira.

A homenagem prestada foi parte do encerramento do evento, que também contou com participação de médicos e profissionais ligados a outras áreas da medicina envolvidas em transplantes, como nefrologia, pneumologia, oftalmologia etc.

— É uma homenagem muito cara para mim, porque representa o reconhecimento de toda a minha trajetória dedicada à medicina, à cirurgia cardíaca e aos transplantes. Mostra que toda a minha luta em defesa do SUS, dos brasileiros e da vida não foi em vão – disse José Wanderley em seu agradecimento na solenidade.

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