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Alagoas será sede da quarta edição do ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ (FNEC) e prevê marco histórico em Maceió, no ano de 2027

Após o encerramento da cúpula no estado do Ceará, a conferência já tem roteiro definido rumo à costa leste brasileira, em direção à cidade de Maceió.

Por Antonio Anselmo Publicado em 30/03/2026 às 15:51
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A cidade de Maceió (AL) será palco da principal cúpula de inovação regenerativa do Brasil, com a realização do 4º ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ (FNEC), previsto para o primeiro semestre de 2027. A plataforma, que já passou pelos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará, chega agora a Alagoas com a proposta de reunir autoridades nacionais e internacionais no debate de práticas sustentáveis, políticas públicas e novos modelos de ‘consumo e descarte’ de resíduos na região.

Após a tradicional “passagem do bastão” entre os líderes do Ceará e de Alagoas, a quarta edição do Fórum amplia o legado da economia circular, que já soma cerca de 300 horas de plenáriasmobilizando mais de 11 mil nordestinos e turistas em torno da bioeconomia.

Ao longo da última edição, realizada no Ceará e encerrada nesta sexta-feira, 27, cerca de três mil pessoas acompanharam de perto as atividades no ‘Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura’ e espaços culturais simultâneos, com direito à keynotes, podcasts, mesas, plenárias, oficinas, música, dança, ativismo e feiras criativas. Ampliando os insights da economia verde, o FNEC trouxe mais de 74h de programação gratuita, com a presença de 200 autoridades vindas do Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e Portugal

Somando mais de 28 conselhos diplomáticos, as soluções estratégicas para atuar no desenvolvimento sustentável da região foram propostas ao longo de três dias de Fórum, com destaque para a ‘Mesa Internacional’ com os representantes da Costa Rica, Alemanha (GIZ), UNFCCC e PNUD, e a ‘Sala de Decisão’, que reuniu líderes de diferentes esferas para o intercâmbio de saberes e o desenvolvimento de ações em âmbito regional. 

Outro ponto alto da edição foram os keynotes apresentados por John Wesley Days Jr (Diretor Nacional do ‘The Lion Shade Group BR’), além da participação de nomes da cena internacional, como o Diretor do Ministério do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica, Carlos Vega; o Dr. Samuel Ramsey (Ramsey Research Foundation); Marieke van der Poel (Proef & Company), Winnie Karanja (Maydm); Adam Jackson (Le Love N Justice LLC) e a diretora de operações da Kids Forward, Alexa Turner.

“maior plataforma de articulação territorial do Brasil” contou também com a presença de representantes da esfera federal, como Carolina Grottera (Ministério da Fazenda), Liége Castelani e Vanessa Costa (Ministério do Meio Ambiente – MMA), além do secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Sérgio Godoy, e do secretário do Trabalho do Estado do Ceará, Vladyson Viana. O encontro reuniu ainda nomes como Luisa Santiago (Fundação Ellen MacArthur); Luísa Cela, Secretária de Cultura do Governo; Daniel Munduruku, escritor brasileiro e ativista indígena; e o Coordenador-Geral de Bioeconomia e Economia Circular, do MDIC, Rodrigo Bonecini.

A presença do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), foi outro marco do Ano III do FNEC. Junto às instituições, a conferência posicionou o estado do Ceará, em 2026, como principal polo articulador de sustentabilidade e políticas públicas voltadas à economia circular da temporada. 

Cumprindo para além da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), o fórum contempla sua própria Agenda 2032, deixando um legado de transformação pelos nove estados contemplados pela plataforma, em iguais nove anos. O trabalho desenvolvido no Ceará, no entanto, não acabou. Novas ações estruturantes no território estão por vir, como o ‘Acordo de Cooperação Técnica Internacional’, realizado entre GIZ, Governo do Ceará e o FNEC, através da mentoria de negócios que acontecerá durante o ano de 2026.

Após o sucesso do Fórum na Bahia (2023), Pernambuco (2025) e Ceará (2026) , a conferência já tem a rota definida para 2027, vindo logo na sequência os estados do Maranhão (2028); Piauí (2029); Paraíba (2030); Rio Grande do Norte (2031) e para finalizar, a última edição está prevista para Sergipe, no ano de 2032

“Levar o ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ para Alagoas reforça o nosso compromisso com a construção de soluções que nascem dos territórios e dialogam com o Brasil e o mundo. A cidade de Maceió representa mais um passo estratégico nessa jornada itinerante, que conecta governos, iniciativa privada e sociedade civil em torno de um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais regenerativo, inclusivo e alinhado aos desafios climáticos e sociais do nosso tempo”, conclui Liu Berman, embaixadora da LB Cultura Circular.

Uma realização da ‘LB Cultura Circular’, com instância articuladora do ‘Instituto Reinventando Futuros’, a edição ‘FNEC Fortaleza’ é apresentada pelo Governo do Ceará, com patrocínio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), SEBRAE, Banco do Nordeste, Sudene, Finep, GIZ Brasil via Cooperação Alemã, PROMEC, Ministério da Fazenda, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Governo Federal

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