SAÚDE

AVC ou enxaqueca com aura? Entenda as diferenças e saiba quando buscar ajuda imediata

Publicado em 08/01/2026 às 14:43
Hospital Metropolitano dispõe de equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro Brunno Afonso

Dor de cabeça intensa, confusão mental e mal-estar súbito são sintomas que costumam assustar — e com razão. Em muitas situações, essas manifestações geram uma dúvida comum: trata-se de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de uma enxaqueca com aura? Apesar de alguns sinais semelhantes, as duas condições são diferentes e exigem avaliação médica imediata.

 

De acordo com a neurologista Rebeca Teixeira, do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), a principal diferença está na forma como os sintomas surgem e no tipo de alteração neurológica associada.

 

“No AVC, os sintomas geralmente aparecem de forma súbita e estão relacionados a déficits neurológicos, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda de equilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

 

Por que a confusão acontece?

 

A dor de cabeça intensa pode estar presente tanto no AVC quanto na enxaqueca com aura, o que gera confusão, especialmente fora do ambiente hospitalar. No entanto, observar o conjunto dos sintomas e a forma como eles se manifestam é essencial para uma identificação mais rápida.

No AVC, principalmente no tipo isquêmico, os sinais surgem de maneira repentina e incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração na marcha, perda de coordenação e confusão mental súbita. A dor de cabeça pode ocorrer, sendo mais comum no AVC hemorrágico, mas não costuma ser o sintoma predominante.

 

“O que mais chama atenção no AVC são os déficits neurológicos. A dor pode existir, mas não é o principal sinal”, reforça a neurologista.

 

E na enxaqueca com aura?

 

Na enxaqueca com aura, a dor de cabeça é o principal sintoma e geralmente é descrita como forte e pulsátil. Antes da dor, podem surgir manifestações neurológicas transitórias, conhecidas como aura.

 

Entre os sinais mais comuns estão alterações visuais, como pontos brilhantes ou visão embaçada, formigamentos, sensibilidade à luz e ao som, náuseas e vômitos. Em alguns casos, pode haver alteração temporária da fala ou perda de força, mas sem os déficits neurológicos persistentes típicos do AVC. Os exames de imagem costumam ser normais.

 

“Diferentemente do AVC, a enxaqueca com aura não costuma causar paralisia permanente ou perda súbita da fala. Os sintomas neurológicos são transitórios e precedem a dor”, esclarece Rebeca Teixeira.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

Sempre que houver dor de cabeça súbita e intensa, diferente da habitual, perda de força, alteração na fala, tontura, dificuldade para caminhar, confusão mental ou desmaio, a orientação é clara: não esperar os sintomas passarem e procurar atendimento médico de urgência.

 

Só os exames confirmam o diagnóstico

 

Apesar das diferenças clínicas, apenas exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, conseguem confirmar o diagnóstico com segurança.

 

“O tempo é decisivo, principalmente no AVC. Quanto mais rápido o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de reduzir sequelas e salvar vidas”, destaca a neurologista.

 

O Hospital Metropolitano de Alagoas, unidade 100% SUS e referência em média e alta complexidade, dispõe de equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro de pacientes com suspeita de AVC e outras urgências neurológicas.

Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano