JANEIRO BRANCO

Psicóloga da Sesau alerta que cansaço excessivo pode ser sinal de adoecimento emocional

Especialista ressalta importância de observar sintomas persistentes e buscar apoio profissional para preservar a saúde mental

Por Fabiano Di Pace/Ascom Sesau Publicado em 08/01/2026 às 10:50
Psicóloga da Sesau alerta sobre sinais de adoecimento emocional relacionados ao cansaço excessivo. Carla Cleto e Marco Antônio/Ascom Sesau

O Janeiro Branco é dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental. Para reforçar a campanha, a psicóloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Tereza Cristina, faz um alerta sobre a relação entre sintomas como cansaço excessivo e adoecimento emocional.

A especialista destaca que nem todo cansaço é normal. "O cansaço geralmente melhora com descanso e pausas. Quando ele persiste por dias ou semanas, mesmo após dormir, e surge acompanhado de desânimo, irritabilidade, dificuldade de concentração ou alterações no sono e no apetite, pode indicar adoecimento físico ou emocional", explica Tereza Cristina.

Segundo a psicóloga, o esgotamento não decorre apenas de fatores individuais, mas também das condições de vida, trabalho e das exigências sociais às quais todos estão expostos.

"A fadiga persistente pode estar relacionada à ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de Burnout, além de condições clínicas como anemia, alterações hormonais e distúrbios do sono. Muitas vezes, esses quadros são agravados por sobrecarga de trabalho, insegurança financeira, desigualdades sociais, racismo, machismo e ausência de redes de apoio, o que reforça a necessidade de uma avaliação integral", alerta.

Tereza Cristina ressalta ainda que o estresse emocional frequentemente se manifesta no corpo por meio de sintomas como dores de cabeça, tensão muscular, dores nas costas, no estômago, sensação de peso e exaustão constante.

"Essas são formas comuns de o corpo expressar sofrimento psíquico. As manifestações corporais costumam ser respostas a um sofrimento emocional prolongado, produzido tanto por experiências individuais quanto por pressões sociais contínuas. Corpo e mente não estão separados; o que afeta um, impacta o outro", enfatiza.

Quando procurar ajuda?

A psicóloga orienta que é fundamental procurar uma unidade de saúde quando o cansaço dura semanas, interfere nas atividades diárias, no trabalho, nos estudos ou nas relações, ou quando vem acompanhado de sofrimento emocional, como tristeza constante, ansiedade intensa ou sensação de esgotamento total. "Buscar ajuda cedo é uma forma de cuidado, não de fraqueza. Os serviços de saúde oferecem escuta qualificada, avaliação integral e, quando necessário, cuidado em rede, articulando diferentes pontos da atenção", explica.

Por fim, Tereza Cristina reforça que cuidar da saúde mental é um compromisso individual e coletivo, que envolve escolhas cotidianas e a construção de condições dignas de vida, trabalho e cuidado.