JANEIRO ROXO

Sesau orienta sobre prevenção e tratamento da hanseníase

Campanha reforça importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento gratuito pelo SUS

Publicado em 06/01/2026 às 08:33
Itanielly Queiroz, da Sesau, orienta sobre prevenção e tratamento da hanseníase durante o Janeiro Roxo. Marco Antônio e Carla Cleto/Ascom Sesau

Fabiano Di Pace / Ascom Sesau

Com o início do Janeiro Roxo, mês dedicado nacionalmente à conscientização e combate à hanseníase, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) orienta a população sobre as principais formas de prevenção e tratamento da doença.

A assessora técnica do Programa Estadual de Vigilância e Eliminação da Hanseníase da Sesau, Itanielly Queiroz, explica que a hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, causada por um bacilo (Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis), transmitido pelo contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.

“A hanseníase é uma doença antiga, ainda cercada por estigma social, que se manifesta por manchas brancas ou avermelhadas na pele e pelo comprometimento dos nervos periféricos. Os sintomas incluem sensação de formigamento nas mãos e pés, diminuição ou perda de sensibilidade e surgimento de nódulos no corpo, alguns dolorosos”, destaca a assessora.

A principal forma de prevenção, segundo Itanielly, é o diagnóstico precoce e o controle do contato com pessoas infectadas. “A transmissão ocorre pelas vias aéreas superiores, principalmente entre pessoas que convivem com pacientes em estágio avançado da doença, chamado de multibacilar, caracterizado por múltiplas lesões e ausência de tratamento. Com a medicação adequada, a transmissão é interrompida após 72 horas da primeira dose supervisionada, sendo o tratamento realizado entre seis e doze meses”, orienta.

A assessora reforça que o tratamento é totalmente garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Os medicamentos são distribuídos exclusivamente pela Rede Pública de Saúde e não estão disponíveis em farmácias. Por isso, é fundamental que as pessoas busquem atendimento médico regularmente”, ressalta Itanielly Queiroz.