ENTREVISTA

Luciana Vendramini fala sobre sua trajetória e novos projetos

A atriz e produtora cultural compartilha experiências sobre carreira e saúde mental.

Por Sabrina Legramandi Publicado em 01/11/2026 às 12:00
Luciana Vendramini Reprodução / Instagram

Luciana Vendramini levou a sério um conselho de seu pai sobre a importância de ter um plano B na carreira. "Ele falava: 'Se você fosse advogada, teria milhões de escritórios onde poderia ter oportunidades; mas você está escolhendo uma profissão na qual não tem muitas opções'", diz ela, em entrevista por telefone ao Estadão, refletindo sobre sua decisão de se tornar atriz.

Na época, Luciana suspendia a carreira como modelo para estudar atuação, e seu esforço valeu a pena. Ela se destacou em telenovelas icônicas dos anos 1990, como Vamp e Rei do Gado. Contudo, com o tempo, as oportunidades começaram a escassear.

"Quando você é novidade no mercado, seu telefone não para de tocar, como aconteceu comigo. Mas, depois que deixa de ser novidade, a carreira passa a depender da amizade e das relações com diretores, produtores e autores", explica.

Seguindo a recomendação do pai, Luciana decidiu não esperar as oportunidades. Atualmente, à frente da produtora cultural Axon Content, a atriz não apenas gerencia projetos, como também atuará em uma peça de comédia de Lars Von Trier para a qual adquiriu os direitos.

A artista também idealizou a exposição Marília Mendonça - Sentimento Louco, que está em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

Luciana, que foi uma das primeiras celebridades a abrir sobre o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), está preparando um livro e um documentário sobre a doença. Ela ressalta que a obra não será de autoajuda superficial.

Refletindo sobre sua trajetória, ela afirma que não tem arrependimentos. "Meu pai diz que construí uma carreira com muito esforço e sem escândalos. Sempre fui batalhadora", destaca.

Durante a conversa, Luciana discutiu também a atualidade do setor cultural, sua jornada na produção de conteúdo e o impacto das redes sociais na carreira artística.

"É necessário desbravar e criar seus próprios projetos de forma independente. Não fico esperando o telefone tocar", conclui, evidenciando sua determinação em seguir em frente.