ACOMPANHAMENTO

Outubro Rosa: cuidados com a pele e feridas durante o tratamento do câncer de mama

Tratamentos contra o câncer de mama podem provocar alterações na pele e feridas; acompanhamento especializado ajuda a controlar sintomas e preservar a qualidade de vida das pacientes

Por Comunique - Assessoria & Marketing Médico Publicado em 16/10/2026 às 10:52
Outubro Rosa: cuidados com a pele e feridas durante o tratamento do câncer de mama

Durante o tratamento do câncer de mama, a atenção costuma estar concentrada na doença e nas terapias necessárias para combatê-la. Mas os efeitos desses tratamentos sobre a pele também podem exigir cuidados específicos, principalmente quando surgem irritações, lesões ou feridas.

Cirurgia, radioterapia e outros tratamentos podem provocar alterações como vermelhidão, ressecamento, sensibilidade e lesões na pele. Nesses casos, o acompanhamento especializado é importante para avaliar cada situação e definir os cuidados mais adequados.

“Cada paciente responde ao tratamento de uma maneira, por isso não existe uma única conduta para todas. Quando identificamos uma alteração na pele ou uma ferida, avaliamos a lesão, o momento do tratamento oncológico e as condições clínicas da paciente para definir uma estratégia de cuidado individualizada”, explica Renata Almeida, enfermeira da Revita.

Entre os recursos que podem fazer parte desse acompanhamento está a laserterapia, utilizada em situações específicas como ferramenta auxiliar no processo de reparação dos tecidos e no manejo de determinadas lesões.

“A laserterapia é um recurso que pode contribuir para o processo de cicatrização e para o cuidado de algumas complicações, mas precisa ser indicada de acordo com a avaliação de cada paciente. O objetivo é oferecer um cuidado seguro, complementar ao tratamento médico e que também considere o conforto e a qualidade de vida da mulher”, destaca Fabrícia Soares, enfermeira da Revita.

Quando procurar ajuda?

Vermelhidão intensa, dor, secreção, alterações importantes na pele, surgimento de feridas ou uma lesão que apresenta dificuldade de cicatrização são sinais que devem ser comunicados à equipe que acompanha a paciente.

“Não é preciso esperar uma ferida piorar para buscar orientação. Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de intervir adequadamente e evitar que aquele problema cause ainda mais desconforto durante o tratamento”, orienta Renata.

Para Fabrícia Soares, enfermeira da Revita, o cuidado com a pele também faz parte do acolhimento à mulher durante o enfrentamento do câncer. “No Outubro Rosa, é importante lembrar que cuidar da paciente vai muito além do diagnóstico e do tratamento da doença. É também olhar para os efeitos que esse processo provoca no corpo, oferecendo assistência para que ela atravesse essa fase com mais conforto, segurança e qualidade de vida.”

O acompanhamento de feridas e as estratégias utilizadas, incluindo a laserterapia quando indicada, devem sempre ser realizados por profissionais habilitados e de forma individualizada, considerando o tratamento oncológico e as necessidades de cada paciente.