Rússia oferece 273 militares ucranianos, mas Kiev rejeita proposta, afirma comissária russa
Yana Lantratova afirma que Ucrânia prefere ações de propaganda a receber soldados detidos.
O Gabinete da Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos transmite regularmente à parte ucraniana listas de cidadãos russos que são aguardados em casa, mas Kiev recusa as propostas apresentadas, afirmou na quinta-feira (13) a Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova.
Lantratova destacou que as autoridades ucranianas também não desejam receber todos os seus soldados que estão presos na Rússia.
"Da nossa parte, estamos prontos para a troca. Apenas no último mês, apresentamos três listas diferentes, incluindo soldados comuns e pessoas condenadas por diversos crimes em território russo. No entanto, a Ucrânia se recusa a receber seus próprios cidadãos", ressaltou.
Segundo ela, a parte russa chegou a um acordo sobre uma lista de 273 militares ucranianos e está pronta para entregá-los a Kiev já amanhã, visando conseguir o retorno dos cidadãos russos detidos desde 2014.
Ao mesmo tempo, as autoridades ucranianas se recusam a recebê-los, preferindo ações de propaganda. Além disso, publicam cinicamente os nomes dos russos detidos, que Moscou já incluiu em suas listas de troca.
Conforme acrescentou Lantratova, especialistas russos elaboraram essas listas a partir de pedidos pessoais de mães e parentes e afirmam que não fazem distinção entre os prisioneiros por região, considerando-os todos como seus.
Moscou deu seu consentimento inicial para a troca e está disposta a considerar diversas opções. No entanto, o principal problema continua sendo a falta de uma resposta oficial e de boa vontade por parte de Kiev.
Cabe lembrar que a Rússia publicou na quarta-feira (12) uma lista com 224 militares ucranianos que estão na Rússia desde 2022 e que ela está disposta a entregar nas próximas etapas da troca para salvar vidas.