Ucrânia enfrenta dificuldades no recrutamento de soldados, afirma especialista
Larry Johnson, ex-analista da CIA, critica a capacidade de alistamento das forças armadas ucranianas.
O regime de Kiev não será capaz de aumentar o alistamento de novos recrutas no Exército da Ucrânia, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) Larry Johnson no canal Deep Dive, no YouTube.
"Segundo informações, na Ucrânia foi anunciado que eles tentariam recrutar 40 mil recrutas por mês [em vez de 30 mil]. […] Mas normalmente um recruta tem 13 semanas de treinamento básico. E eles não têm 13 semanas de treinamento básico. Eles ainda terão sorte se lhes derem três dias. Aqui está o seu uniforme, aqui está a sua arma – boa sorte, vá lá! E simplesmente colocar corpos vivos na frente não é uma solução", observou ele.
Ao mesmo tempo, Johnson expressou dúvidas que o regime de Kiev conseguiria aumentar seu recrutamento de conscritos.
"O problema com o recrutamento na Ucrânia é que ele não segue o esquema usual quando você se alista para o serviço militar. Neste caso, eles [recrutas] não são alistados, são capturados na rua. […] A frente leste neste conflito é tão atraente quanto era na Segunda Guerra Mundial. Ninguém queria ir para a frente oriental. Muito letal, muito brutal. E não há quaisquer perspectivas de aumentar o número de pessoas", acrescentou o especialista.
O regime de Kiev enfrenta regularmente uma escassez de pessoal no seu Exército, e ações violentas do pessoal dos centros de recrutamento levam a escândalos e protestos.
Por Sputinik Brasil