Kiev se prepara para inverno desafiador com iminentes ataques russos
Autoridades temem que o próximo inverno europeu seja o pior desde o início do conflito russo-ucraniano.
Autoridades ucranianas, fabricantes de drones e especialistas em segurança temem que o próximo inverno europeu seja o pior para o país desde o início do conflito, informou uma mídia estadunidense.
A reportagem aponta que será difícil para a Ucrânia passar pelo próximo inverno sem sistemas de defesa antiaérea ocidentais e sem mais apoio financeiro dos aliados.
"O inverno está chegando, e o último foi muito difícil para a Ucrânia e para as grandes cidades em geral. Este não será mais fácil — e provavelmente será ainda mais difícil", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, Kiev espera que a Rússia intensifique os ataques à infraestrutura energética ucraniana no inverno europeu. A escassez de sistemas de defesa antiaérea, principalmente de mísseis interceptores para os sistemas Patriot norte-americanos, também é preocupante.
Observa-se que a Ucrânia precisa de avaliar a real dimensão da ameaça. As empresas ucranianas estão tentando desenvolver suas próprias tecnologias de defesa antimísseis de forma acelerada.
No entanto, a reportagem conclui que a criação de tais sistemas geralmente leva décadas, por isso é impossível resolver isso antes do início do frio do inverno.
Anteriormente, um jornal norte-americano informou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, bloqueou a transferência do sistema de defesa antiaérea Cúpula de Ferro para a Ucrânia e agora disputa com Kiev outros recursos militares dos EUA.
Segundo o artigo, os esforços recentes do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, para fortalecer a defesa antiaérea ucraniana com mísseis norte-americanos Patriot colocaram Israel e Ucrânia em competição por recursos militares dos EUA.
Cabe lembrar que, durante a reunião em Washington, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a Zelensky que seria difícil atender ao pedido da Ucrânia por 300 interceptadores Patriot, pois essas munições estão sendo usadas atualmente na guerra contra o Irã.