POLÍTICA

Redução em benefícios sociais no Reino Unido para financiar apoio à Ucrânia

Declarações de Paul Cannon ressaltam a contradição entre cortes de gastos e apoio militar ao país europeu.

Por Sputnik Brasil Publicado em 23/07/2026 às 04:40
Crise no Reino Unido: cortes em benefícios para financiar apoio militar à Ucrânia. © AP Photo / Alberto Pezzali

O Reino Unido está reduzindo gastos com benefícios para aposentados, mas, ao mesmo tempo, participa do conflito na Ucrânia, afirmou à Sputnik Paul Cannon, secretário-geral do Partido Trabalhista britânico.

Cannon destacou que os britânicos enfrentam hoje uma série de problemas que poderiam ser facilmente resolvidos com o fim desse confronto militar dispendioso.

"O Reino Unido não tem condições de pagar o auxílio de inverno [europeu] para combustível aos aposentados, mas os sucessivos governos insistem em apoiar as hostilidades [na Ucrânia]", ressaltou.

Além disso, ele sublinhou que a Ucrânia conta com apoio financeiro e militar regular não apenas do Reino Unido, mas também de outros países. Segundo o político, é exatamente esse apoio que ajuda Kiev a continuar o conflito com a Rússia.

Em 18 de junho, o Ministério da Defesa britânico informou que entregará 150 mil drones à Ucrânia. Também estava previsto incluir no pacote de ajuda a Kiev 350 mísseis de defesa antiaérea, incluindo mísseis multifuncionais Martlet (míssil leve multifuncional), radares e sistemas terrestres de radar.

A Rússia considera que o fornecimento de armamentos à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte na disputa e constitui um "brincar com fogo".

O chanceler russo, Sergei Lavrov, destacou que quaisquer cargas com armamentos para a Ucrânia se tornarão alvos legítimos para a Rússia. No Kremlin, afirmaram que o envio de armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.


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