CULTURA

Maracatu, Ciranda e Forró: Arraiá do Cambinda acontece neste sábado (18)

Maracatu Rural Cambinda Brasileira promove arrasta-pé no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, reunindo sete atrações em uma festa gratuita e aberta ao público

Por Salatiel Cícero Publicado em 18/07/2026 às 15:42
Maracatu, Ciranda e Forró: Arraiá do Cambinda acontece neste sábado (18) Assessoria

Quem pensa que o ciclo junino se encerrou no dia de São Pedro está enganado. O  Maracatu Rural Cambinda Brasileira, Ponto de Cultura e Patrimônio Vivo do Estado, e uma das agremiações de cultura popular mais antigas do Brasil, resolveu esticar as celebrações. O grupo vai promover a 3ª edição do Arraiá do Cambinda, neste sábado (18), no Terreiro Mágico do Engenho Cumbe, na Zona Rural de Nazaré da Mata. A festa, gratuita e aberta ao público, começa às 20h e segue pela madrugada.

O Mestre Anderson Miguel, um dos nomes à frente do Maracatu Cambinda Brasileira, convida o público para celebrar a cultura popular em uma noite de muita música, dança e tradição. "Estamos muito felizes em realizar a primeira edição do Arraiá do Cambinda e abrir as portas do nosso terreiro para receber o público. Será uma noite de celebração da cultura popular, reunindo quadrilha, forró, ciranda e, claro, o nosso maracatu. Queremos que as pessoas venham viver essa experiência, conhecer nossas tradições e celebrar conosco. Todos são muito bem-vindos."

A noite começa com a Rosa Linda, a quadrilha junina mais antiga em atividade em Pernambuco, fundada em 1976. Colecionando mais de 100 títulos e premiações, o grupo de Paudalho (PE), vai desfilar suas coreografias, ritmos e cores a partir das 20h. Em seguida, o Arraiá do Cambinda vai abrir espaço para o brega e as melodias românticas de Madson Souza, em um show para cantar e dançar do começo ao fim.

E como não tem arraiá sem forró, Claudemir S10 sobe ao palco às 22h, levando um repertório inspirado na tradição dos trios nordestinos e mantendo acesa a chama do arrasta-pé. O forró segue no palco com o cantor e sanfoneiro natural de Timbaúba, Geo Moura. Com 24 anos de carreira, ele cresceu cercado pelas tradições da ciranda e do maracatu e leva ao Arraiá um repertório que dialoga com as raízes culturais da Zona da Mata Norte.

Em seguida, Gê Vaqueiro, que nasceu em Camutanga e cresceu apaixonado por vaquejada e música, marca presença no Arraiá do Cambinda e imprime um ritmo acelerado à festa, com muito forró e convidando o público a não arredar o pé. O terreiro recebe ainda a Ciranda Raiz da Mata Norte, com representantes de uma nova geração que atualiza a tradição sem descaracterizá-la, e que tem apresentado a ciranda a novos espaços e públicos.

Por fim, os anfitriões — Maracatu Cambinda Brasileira — conduzem o Baque Solto pelo terreiro. Quando a madrugada tomar conta do Engenho Cumbe, o grupo encerra a festa cercado pelos brincantes, pela música e pela tradição que mantém viva há mais de um século.

O Arraiá do Cambinda tem incentivo da Secretaria de Cultura de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). A iniciativa integra as atividades previstas no projeto Ciclo de Celebrações, contemplado pelo edital Funcultura Geral. A realização é do Maracatu Cambinda Brasileira, com produção do Terno da Mata Produções.

As próximas ações do projeto Ciclo de Celebrações incluem oficinas no Ponto de Cultura Escola de Música Revoltosa, no dia 1º de agosto; uma contrapartida social na Casa Irmã Guerra, ainda em agosto; e, em setembro, a realização do Encontro de Mestres e Diretorias de Maracatus. Os detalhes serão divulgados no Instagram @cambinda_brasileiraoficial.

CAMBINDA BRASILEIRA - Com cerca de 160 integrantes, o Maracatu Rural Cambinda Brasileira reúne caboclos de lança, corte, músicos e poetas em uma manifestação que integra música, dança, poesia e tradição popular. Sob o comando do Mestre Anderson Miguel e do contra-mestre Davi Coutinho, os versos rimados e cantados conduzem o cortejo, combinando improviso, devoção e referências ao cotidiano, enquanto o baque solto, marcado por metais, gonguês e vozes, reforça a força dessa expressão cultural centenária. Originário da Zona da Mata Norte de Pernambuco, o grupo é uma das principais referências do maracatu rural, inspirando pesquisas, produções artísticas e novas gerações de brincantes, sem perder sua essência como patrimônio vivo da cultura popular.

Confira a programação do Arraiá do Cambinda:

20h - Quadrilha Rosa Linda

21h - Madson Souza

22h - Claudemir S10

23h - Geo Moura

00h - Gê Vaqueiro

2h - Ciranda Raiz da Mata Norte

3h - Maracatu Rural Cambinda Brasileira

Serviço:

Arraiá do Cambinda

Quando: Sábado, 18 de julho, a partir das 20h

Onde: Terreiro Mágico do Engenho Cumbe – Zona Rural de Nazaré da Mata (PE)

Entrada: Gratuita

Informações: @cambinda_brasileiraoficial