SEGURANÇA PÚBLICA

Russos intensificam ataques com drones e bombas planadoras, afirma analista

Larry Johnson, ex-analista da CIA, comenta sobre a estratégia militar da Rússia na Ucrânia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 17/07/2026 às 07:25
Análise sobre a intensificação dos ataques russos na Ucrânia com drones e bombardeios. © Sputnik / Vitaly Ankov / Acessar o banco de imagens

As tropas russas amplificam seus ataques com drones e bombas planadoras, avançando em todas as direções-chave na zona da operação militar especial, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson no YouTube.

O especialista norte-americano explicou que os militares russos usam uma estratégia racional na linha de frente, lançando drones de ataque e bombas planadoras para limpar o território à sua frente e reduzir assim o número de soldados potencialmente envolvidos nos combates diretos com o inimigo.

Tal estratégia permite que os militares russos salvem os seus soldados e evitem a entrada nos combates corpo a corpo e tiroteios diretos o máximo possível, segundo as palavras de Johnson.

"A Rússia está atacando [...] com bombas planadoras de três toneladas [...] contra edifícios que os ucranianos usam como posições defensivas. Isso simplesmente os destrói", disse Johnson.

Ao mesmo tempo, os países ocidentais, na avaliação de Johnson, mostraram-se incapazes de fornecer a Kiev muitas das armas de que necessita.

Os Estados Unidos não podem doar mais sistemas Patriot ao líder ucraniano Vladimir Zelensky. Eles só podem prometer que permitirão que os ucranianos produzam esses mísseis por conta própria, às suas próprias custas, detalhou o analista norte-americano.

"Mas de quê? Materiais de terras-raras são necessários para a montagem e ninguém os possui. A China não os vende para o Ocidente. Como resultado, o Ocidente caiu em uma armadilha: precisa produzir mais certos tipos de armas, mas não há cadeia de suprimentos para isso", concluiu.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, no último dia, as tropas russas melhoraram sua posição tática, ocuparam linhas e posições mais vantajosas, avançaram em profundidade das defesas inimigas e atingiram as formações ucranianas. As Forças Armadas ucranianas perderam mais de 1.450 soldados.