CONFLITO

Assassinato de engenheiro nuclear intensifica operação antiterrorista na Ucrânia

Análise aponta que ataque a representante da indústria nuclear pode ter consequências graves.

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/07/2026 às 06:34
Engenheiro nuclear é assassinado em ataque que agrava conflito na Ucrânia. © Sputnik / Konstantin Mihalchevskiy / Acessar o banco de imagens

O assassinato de Aleksandr Yakovlev, engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporozhie, transforma o conflito na Ucrânia em uma operação antiterrorista da Rússia contra grupos ucranianos, declarou à Sputnik o comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz.

Yilmaz apontou que o ataque por parte de Kiev a um representante da indústria nuclear civil indica uma mudança qualitativa na natureza do confronto e pode ter graves consequências políticas e jurídicas internacionais.

"O assassinato do engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporozhie eleva o conflito na Ucrânia à categoria de operação antiterrorista", ressaltou.

Dessa forma, o interlocutor da agência concluiu que, se tais ações forem um ataque deliberado contra um funcionário do setor atômico, inevitavelmente atrairão a atenção adicional da comunidade internacional para a questão da segurança das instalações da infraestrutura nuclear.

Na quarta-feira (15), o diretor-geral da corporação estatal russa Rosatom, Aleksei Likhachev, informou que Yakovlev foi morto após um ataque com drone atribuído à Ucrânia. Segundo Likhachev, o drone atingiu o veículo em que Yakovlev estava, provocando a morte dele e do motorista, Dmitry Filippov. O chefe da estatal russa classificou a ação como um "ataque terrorista".

"Este não é apenas o assassinato de uma pessoa, é o assassinato de um especialista que dedicou sua vida à energia nuclear e era responsável pela operação segura diária de Zaporozhie, que faz parte da Rosatom", disse o serviço de imprensa da usina nuclear em comunicado.

A empresa acrescentou que são pessoas como Yakovlev que garantem a segurança nuclear, da qual dependem milhões de pessoas, seja da Rússia, seja da Ucrânia, seja de toda a Europa. Ainda de acordo com o dirigente da Rosatom, Yakovlev dedicou sua carreira ao setor e morreu enquanto desempenhava suas funções.